sexta-feira, 29 de abril de 2011

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
(Fernando Pessoa)
Meu único irmão adora declamar esse poema do Fernando Pessoa...escutei tantas vezes que até decorei!!!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sunrise in the Baltic Sea


Muitas coisas acontecendo...tristes e boas...
Estou passando por muitos problemas...nunca pensei passar por isso...uma tristeza enorme.
Pensei também que não fosse conseguir e que era demais para mim, mas não!!
Estou conseguindo vencer e hoje estou muito feliz!! Minha alma está em festa!!!
Por mais escura que a noite seja, o sol sempre volta a brilhar. O meu sol começou a nascer, lindo e maravilhoso como jamais havia visto...o mais lindo nascer do sol, no mar Baltico!!!

Foto: http://roderich.deviantart.com/art/Sunrise-on-the-Baltic-Sea-136667707?moodonly=69

sábado, 23 de abril de 2011

Travessia


Quarta-feira coloquei a seguinte mensagem de Fernando Pessoa no meu Facebook:

‎"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Minha mãe leu, gostou e mostrou para meu pai.
Na quinta-feira eles foram para Poços de Caldas. Quando eles chegaram no hotel havia uma mensagem de boas vindas na suite deles. Advinham qual citação tinha nessa mensagem??? Essa mesma que eu postei na quarta-feira.
Coencidência?? Ou mais um sinal??
Eu acredito que isso acontece porque estamos sempre em sintonia!!!

***

Nosso tempo de travessia é agora!!!
Minha ponte: foto tirada no fim de semana passado quando fui na casa de campo de uns amigos.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Feliz Páscoa!!
Glad Påsk!!


Bonequinha, mas custosa
Alice não recorda do fato, mas sempre alguém da família lembra. Uma vez, a família toda (Abelardo, Ingrid, Emmanuel e Alice) foi para a casa de Gérbera em Belo Horizonte na semana santa. Primeiro compras na capital mineira e depois comemoração da Páscoa na casa do Rocha no interior.
Alice adorava acompanhar a mãe e a tia Gérbera.
Ingrid sempre vestia Alice com roupas muito bonitinhas e a menina sempre chamava a atenção. Era uma verdadeira boneca. Hoje quando Ingrid reclama que Alice compra roupa demais. Alice diz com carinho: - As primeiras lições aprendi com a senhora!!
Dessa vez, não fora diferente. Alice vestia um conjunto de seda amarelo com bolinhas pretas, cinto e sapato tudo combinando. Alice desde muito nova adorava uma bolsa, mas nesse dia estava sem. Na noite anterior, Emmanuel, Alice e tia Ge foram lanchar na "Doce docê" no alto da Av. Afonso Pena. A "mocinha" ficou tão desapontada e triste com a perda da bolsa. Tia Gérbera até ligou para a lanchonete na tentativa de recuperar a "valiosa" bolsinha.
Assim, no dia seguinte a menina foi sem bolsa às compras. Foi sem bolsa, mas não esqueceu seu gênio "difícil". Fizeram várias compras. Cansadas foram na "Lanchonete Acaiaca", também na Av. Afonso Pena. Lá tomaram suco e comeram pães de queijo. Na saída, quando Ingrid foi pagar a conta, Alice viu um ovo de Páscoa e pediu para comprar. Ingrid negou, afinal o Coelhinho da Páscoa deixava seus ovinhos no ninho na casa do Rocha. Nessa hora, a menina deixou de ser a bonequinha e fez uma birra daquelas. Alice protagonizou o maior escândalo de sua vida. Ingrid, coitada, morta de vergonha, deixou a menina espernear a vontade. Só interveio quando Alice deitou no chão, afinal ai já era demais e Alice precisava começar a entender que a teimosia não adianta nada.
Até hoje, quando Ingrid lembra do caso, refere-se ao fato como o Show do Acaiaca.
E quando passa perto do local, sempre diz: - Olha seu palco, Alice!!!
Autora: Luciana

***

(Emmanuel: meu único irmão Alexandre, Gérbera: minha tia Con, Ingrid: minha amada mãe, Abelardo: meu querido pai, Alice: eu e Rocha: meu Julio querido)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A madrinha de adoração

"Emmanuel e Alice, logo perceberam o grande amor que Gérbera, a tia, nutria por eles!
Havia uma identificação total entre a tia e as duas adoráveis crianças. Era um amor incondicional, pleno e recíproco. Recíproco sim, Gérbera percebia esse sentimento através dos olhinhos deles, nas menores atitudes e no grande agarramento que eles tinham com ela. Com Gérbera, mesmo na ausência da mãe, eles se sentiam seguros. Isso a deixa radiante. E amor é assim é assim: quando mais você oferece, mais você recebe! Quanto mais você recebe, mais você oferece! É uma verdadeira "bola de neve". É gratificante para quem possui este tipo de amor...
Gérbera não media esforços para agradá-los. Procurava sempre estar presente em seus momentos especiais, testemunhando a alegria dos dois. Por sua vez, eles também sempre presentes na vida de Gérbera. Apesar de madrinha de Emmanuel, não fazia distinção entre o afilhado e a sobrinha querida.
Gérbera trabalhava em Belo Horizonte e eles no Estado do Rio. Encontravam-se com certa frequência na casa do Vô Rocha, no interior de Minas. Algumas vezes em Belo Horizonte, outras vezes no Rio. Gérbera morava em um apartamento alugado, mas os acolhia com todo aconchego.
Alice com seus três anos ouviu uma conversa de Abelardo e Ingrid. Eles iam comprar um apartamento para Dona Emerenciana, mãe de Abelardo, das crianças. A menina muito viva, ingenuamente disse ao pai: - Pai, compra um apartamento para a tia Ge também!!
Emmanuel é afilhado de batismo de Gérbera. Alice afilhada de batismo de dona Dilza, amiga de Ingrid, que muito a ajudou quando quase perdeu Alice, aos dois meses de gravidez. Dona Dilza é uma senhora muito bondosa, bem mais velha que Ingrid. Ingrid têm muitas amigas mais velhas que ela, talvez seja por ter perdido a mãe com apenas 17 anos. Busca nas amigas com idade mais avançada, a figura da mãe que partiu muito cedo. Dona Dilza gostava imensamente de Ingrid e Alice e fazia-lhes muitos mimos. Quando eles foram para o Estado do Rio, a distância os afastou um pouco.
Alice carente de madrinha sentia muita falta e ficava com ciúmes da madrinha de Emmanuel. A situação se agravava quando Emmanuel, percebendo sua fragilidade, começava a elogiar a sua madrinha, com a nítida intenção de aborrecê-la dizia: - Sua madrinha é muito velha!! A minha é bonita!! Ela ainda usa biquíni!!
O martírio da menina era aparente. A falta da madrinha lhe fazia mal...foi ai que Gérbera tornou-se madrinha de Alice também...Não foi madrinha de batismo, nem de consagração, nem de representação: foi madrinha de "adoração". Assim estava criada uma nova modalidade de madrinha. Madrinha de adoração!"
Autora: Maria Consuelo
Colaboradora: Luciana

(Emmanuel: meu único irmão Alexandre, Gérbera: minha tia Con, Ingrid: minha amada mãe, Abelardo: meu querido pai, Alice: eu)


***

As vezes, me pergunto: - Por que a nossa relação mudou tanto? Quanta coisa aconteceu...
Se eu pudesse faria com que tudo voltasse "ao normal". Que o amor fosse incondicional e pleno novamente, mas....

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Escolha Feliz


Uma vez eu tirei férias em Maio. Maio e Junho são meses que comemoramos várias datas importantes na minha família. Comemoramos o aniversário do meu único irmão, o meu, da minha mãe e do meu pai. Além de comemorarmos todos os aniversários, comemoramos também o Dia das Mães. Em 2006, eu fui para Arraial D'Ajuda - BA e tinha que escolher: ou passava o aniversário do meu único irmão junto da família ou o Dia das Mães. Eu escolhi comemorar o aniversário dele com ele. Não sei porque escolhi dessa forma. Hoje, me sinto aliviada e feliz com a minha escolha. Foi o último aniversário dele que passamos juntos. Deus obrigada por ter me ajudado na escolha!!!!

Foto: meu único irmão e eu - aniversário dele/05.05.2006

Foto: Arraial D´Ajuda - Maio/2006

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Uma vez irmã, sempre irmã!!!


Eu penso muito. Meus pensamentos são desconexos, alegres, tristes, otimistas, pessimistas...na verdade isso não importa muito. As vezes, eu penso algumas coisas interessantes e nunca escrevo, agora vou sempre escrever.

Quando fui para o Brasil em Dezembro escrevi no meu facebook e orkut: "Fui ali...ser filha e irmã".
Fui para o Brasil, fiquei lá por três meses, meu irmão partiu, voltei para a Suécia há quase um mês e a frase continua a mesma.
Quero mudar a frase, mas me falta coragem. As vezes, me sinto culpada por querer tirar a frase. E como se eu estivesse traindo meu irmão.
Mas hoje cheguei a conclusão: isso é muito simples. Eu posso tirar a frase, afinal eu sempre serei filha e irmã, independentemente do meu único irmão estar do lado de cá ou do lado de lá. Não importa, ele sempre será meu irmão.

Estou aqui...sou filha e irmã!!!!!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Entrevista


Antes de embarcar para a Suécia, eu comprei algumas revistas para me distrair durante o vôo. Acabou que eu nem li, afinal, como já disse aqui, tive um companheiro de viagem que me ajudou muito.
Esses dias li a revista Claudia e uma reportagem em especial me chamou a atenção: uma entrevista com Zibia Gasparetto (Ela é uma escritora espiritualista brasileira que se notabilizou como médium). Já li muita coisa dela, prefiro os mais antigos. Atualmente, acho que ela está muito comercial.

Aqui fica um pedacinho da entrevista que está martelando na minha cabeça:

"Qual é a sua missão aqui, dona Zibia?
Aprender e cuidar de mim. Essa é a missão mais importante para todos nós. Viemos para aprender a lidar com nossos desafios e a colocar nossa força para trabalhar a nosso serviço."

Foto: Capa de um dos meus livros pediletos dela.