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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Garota Exemplar - Gillian Flynn

Acabei de ler o livro "Garota Exemplar". Na verdade acabei de ler dois dias depois que comecei...eu simplesmente devorei o livro. Adorei, só não gostei muito do final, mas final é sempre meio frustrante. Ele é aquele tipo de livro que dá vontade de economizar para demorar bastante para terminar...mas minha curiosidade não me permitiu alongar mais...rsrsrs...



Sublinhei várias partes do livro, mas achei essa citação muito interessante:

 "...eles pensavam mais antes das nove horas da manhã do que a maioria das pessoas pensava no mês inteiro."

Definitivamente...eu sou uma dessas pessoas!!!!!



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"Um novo romance está fazendo um enorme sucesso “na praça”. E o nome dele é: “Garota Exemplar”. Um livro que tem vários estilos, inclusive o suspense.  Um livro que nos fala sobre o comportamento humano, vaidade, manipulação e egocentrismo, tudo isso dentro de uma boa história.

Para começar a falar sobre “Garota exemplar”, peço que a leitora (o) imagine a seguinte cena:

- Imagine que seus pais, escritores, publicaram uma linda história baseada em você, onde você foi apresentada ao mundo como “a garota exemplar”. E esse livro alcança enorme aceitação do público, sucesso editorial e retorno financeiro, além de publicidade, formando milhares de jovens marcados por essa fábula contada, na qual você é a personagem principal. Imaginaram-se nessa situação? Pois bem, todos os seus coleguinhas começam a enxergar você como o personagem desse livro de enorme sucesso, aos poucos você se torna superprotegida por amigos e amigas, será agraciada, um sucesso entre seus pares. Mas no seu íntimo, você tem plena consciência que não possui todas aquelas qualidades que seus pais escreveram. Mas essa consciência a faz despertar para uma oportunidade que poucos têm na vida: ter nascido socialmente perfeita e com todos acreditando nessa verdade. Ao despertar para essa possibilidade, nossa protagonista vai se transformando numa exímia manipuladora. A vida é um tabuleiro de interesses, tudo pode ser manipulado a favor ou contra. E, ao encontrar um personagem como esse, me pergunto: será que não existem pessoas assim? Vamos ao livro!

Amy não é uma menina qualquer. Ela pensa o tempo todo é uma máquina de pensar e minuciosamente bem articulada com a história que cria para si mesma. E com isso apesar de criar uma quantidade imensa de amigos e admiradores vai criando pessoas que sofrem com o seu temperamento.

Amy, nossa protagonista, nos relata através de seu diário as dificuldades encontradas por seu marido em face às demissões que ocorreram logo após o “crash” econômico acontecido nos EUA, em 2008. Mas de acordo com a versão que ela nos faz acreditar, está sendo uma mulher compreensiva, apesar de alguns comportamentos nada ortodoxos por parte do seu marido Nick, que morre de medo de perder seu emprego.

Ao perderem os seus devidos empregos, chegam a uma decisão: eles optam, em comum acordo, e ela como “boa esposa” que era, por viver no Missouri para cuidar da mãe doente de câncer e do pai com Alzheimer. Desacostumados à vida interiorana, Nick se vê restrito a dar aulas em uma faculdade e tomar conta de um bar com sua irmã gêmea. Amy se sente abandonada, até que na chegada do quinto aniversário de casamento do casal algo estranho acontece: Amy desaparece. Nick sai de casa por algumas horas e ao retornar, encontra sua casa revirada, uma bagunça. A casa escancaradamente aberta, móveis derrubados e num diário deixado “displicentemente” palavras o colocam como um grande suspeito. Será? É bom ler e chegar as suas conclusões.

O desaparecimento de Amy é criminoso, todas as evidências estão abertas e mapeadas como um bom livro policial. À medida que a polícia investiga, descobrem-se evidências de sangue, levando o leitor ao subconsciente de Nick e a observar suas fraquezas e seus segredos, e o pior: as suas mentiras. Nick para se livrar de perguntas embaraçosas, utiliza-se das mentiras mal construídas e contra si sobram evidências que o colocam em “xeque”. Nick é o assassino. Será? Ele está preso, ele é o suspeito. Ele aparece em rede nacional sendo acusado. Todos contra Nick. Ela? A “Garota perfeita”.

Se no início do romance, Nick parece nas páginas do diário de Amy como um marido bacana, ambos vivendo e compartilhando o amor puro e sincero, aos poucos, Amy vai mostrando a deterioração do amor entre eles. E deixa à mostra para que as autoridades façam uso – e contra ele.

Um romance que vai adquirindo uma eletricidade a ponto da autora transformar seus protagonistas em antagonistas, manipulando tanto um como o outro, sempre unidos na dança destrutiva do casamento já morto.

Gillian Flynn, jornalista, nascida em Kansas City, filha de professores da faculdade local, começou sua história literária em 2006, com o mistério “Sharp Objects”, e em 2009, lançou “Dark Places”, mas foi com a “Garota Exemplar” que essa escritora conseguiu desbancar os “50 tons de cinza”.

Um livro feito por uma escritora que conhece a profissão de escrever, um livro “exemplar”, que merece um lugar em sua estante."

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

"Um Toque na Estrela", Benoîte Groult.

Ontem acabei de ler o livro "Um Toque na Estrela" de Benoîte Groult. 

A francesa Benoite Groult, uma das mais importantes romancistas e ensaístas de sua geração, escreveu, aos 86 anos, um delicado elogio à maturidade. Com um texto sensível e inquietante, ela ilumina com sua lucidez a fobia da velhice e defende a passagem do tempo como conquista da experiência, e não perda da juventude. Um toque na estrela é uma bela reflexão sobre a vida, um texto em que a autora cria uma personagem que sente o peso da idade, mas ao mesmo tempo esbanja lucidez e bom humor.


Gostei muito do livro e quero lê-lo outra vez para incorporá-lo mais...Rico em detalhes e emoções.
Apesar de lindo e do meu desejo de reler, o livro me despertou um sentimento ruim....uma saudade do meu irmão, uma sensação de solidão muito grande e um enorme medo de perder meus pais. 
Aqui está um trecho do livro que me fez ficar muito triste:

"Preferia se refugiar junto com Hélène, em Cannes, explicando que é entre irmãos e irmãs, quando se tem a sorte de tê-los, que aprendemos a viver o luto de um parente ou cônjuge. Somente eles são depositários da mesma fatia de memória familiar. A morte dos pais só se torna definitiva no dia em que seus filhos não estiverem mais lá para evocá-los. Então, é verdadeiramente abolida a memória do que eles eram. Sobreviverão, brumosos, nas lembranças dos netos, que só o conheceram velhos."

Acho que não preciso explicar os motivos que me fizeram ficar incomodada...é tão óbvio. Com quem vou reviver momentos importantes da minha vida onde somente nos quatro fomos testemunhas???

O post é triste e muito depressivo, mas, infelizmente, para mim isso ainda é muito comum...ainda estou vivendo o luto pela perda do meu irmão. Hoje, inclusive, completa 10 meses da passagem dele e um ano da passagem do marido da minha tia Nara. Tão estranho tudo. O "meu tio" morreu exatamente no dia do aniversário da minha tia. Lembro que fiquei muito estranha durante todo o dia e que a noite enquanto caminhava em direção ao meu restaurante japonês favorito na cidade que morava na Suécia, comentei com meu ex-marido que meu coração estava muito apertado e muito dolorido. Depois fiquei sabendo que foi justamente naquele horário que minha tia ficou viúva. E eu nem podia imaginar que dois meses depois seria meu irmão!!!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O Guardião de Memórias


Estou lendo "O Guardião de Memórias" e estou adorando!!

O Guardião de Memórias, de Kim Edwards, é uma fascinante história sobre vidas paralelas, famílias separadas pelo destino, segredos do passado e o infinito poder do amor verdadeiro. Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamente saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais da síndrome de Down. Guiado por um impulso irrefreável e por dolorosas lembranças do passado, Dr. Henry toma uma decisão que mudará para sempre a vida de todos e o assombrará até a morte: ele pede que sua enfermeira, Caroline, entregue a criança para adoção e diz à esposa que a menina não sobreviveu. Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina. A partir daí, uma intrincada trama de segredos, mentiras e traições se desenrola, abrindo feridas que nem o tempo será capaz de curar. A força deste livro não está apenas em sua construção bem amarrada ou no realismo de seus personagens, mas, principalmente, na sua capacidade de envolver o leitor da primeira à última página. Com uma trama tensa e cheia de surpresas, O Guardião de Memórias vai emocionar e mostrar o profundo - e às vezes irreversível - poder de nossas escolhas.

Crítica da Revista Veja:
"A americana Kim Edwards teve a idéia de escrever O Guardião de Memórias (tradução de Vera Ribeiro; Sextante; 368 páginas; 39,90 reais) quando o pastor de sua igreja lhe falou de um homem que só tarde na vida descobriu ter tido um irmão deficiente, morto em um asilo. No romance de Kim, o caso ganha contornos ainda mais dramáticos: a mulher de um médico tem um casal de gêmeos, mas a menina tem síndrome de Down. O médico a despacha para uma instituição e mente para a mulher, dizendo que a menina nasceu morta. Décadas se passam até que esse segredo é finalmente revelado. Há sempre algo de artificioso nesses enredos de separação na infância (o leitor tem de aceitar, por exemplo, que uma mãe em luto se conformaria em jamais ver o corpo de seu bebê natimorto). Mas Kim é segura na sua narrativa, que comove sem ser demasiadamente lacrimosa. No Brasil como nos Estados Unidos, O Guardião de Memórias tornou-se um best-seller à margem da atenção da crítica, só pelo boca-a-boca dos leitores. E até que faz por merecer esse sucesso."

terça-feira, 14 de abril de 2009

A Cidade do Sol


Acabei de ler "A Cidade do Sol". Lindo!!! Me emocionei muito!!!
Segundo livro do Khaled Hosseini e o quarto sobre o Afeganistão que leio. Já li o "Caçador de Pipas", "Mulheres de Cabul"  e "O Livreiro de Cabul".

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A Cidade do Sol
Impressionante história de duas mulheres afegãs. Mariam e Laila. Um único marido. Duas gerações, dois meios intelectuais, uma Volga e outra um mercedes numa comparação estúpida do marido. A princípio rivais, mas a opressão em que viviam a tornaram iguais e foi justamente na dor que elas se viram unidas. Ambas constroem uma relação de cumplicidade, de carinho, de cuidado e de amor extremo uma pela outra. Uma arrisca a própria vida para defender a sua amiga. A outra entrega a própria vida para salvar a vida daquela que aprendeu a amar como se fosse a sua filha. Presas numa casa elas cultivam valores de lealdade, generosidade, amor incondicional, valores de uma integridade indiscutível em contraste radical com a força brutal, desumana e discriminatória do seu marido e do regime do talibã. É uma história de ódio, mas também de amor. Do amor de infância que atravessa os anos e vence a despeito detoda a força contrária. 

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"Ninguém pensaria em atribuir algum potencial contestador a Titanic, a superprodução náutico-romântica de James Cameron. Mas em Cabul, durante o regime fundamentalista do Talibã – cuja idiotia ideológica e religiosa proibia diversões comezinhas como televisão, música e pipas –, até mesmo assistir a Titanic no videocassete de casa era um perigoso ato de transgressão. Ou pelo menos assim consta em A Cidade do Sol, novo romance do afegão (radicado nos Estados Unidos) Khaled Hosseini, autor de O Caçador de Pipas, sucesso mundial com mais de 8 milhões de livros vendidos. Com uma atenção exaustiva a esses detalhes cotidianos, Hosseini oferece um retrato palpável da vida no Afeganistão ao longo das últimas quatro décadas – um conturbado período que inclui a invasão soviética, guerras civis, o regime talibã e a ocupação americana. Despertada pelos eventos de 11 de setembro de 2001, a curiosidade ocidental pela realidade dos países islâmicos responde por parte do sucesso de Hosseini. Mas sua habilidade na construção de um melodrama envolvente também conta muito.

O Caçador de Pipas era uma história masculina, sobre a amizade acidentada entre dois garotos de Cabul. A Cidade do Sol é, ao contrário, uma espécie de Sidney Sheldon islâmico: um romance sobre mulheres sofredoras, amaldiçoadas pela sorte e humilhadas por homens maus, mas que no fim conseguem (ou, pelo menos, uma delas consegue) dar a volta por cima. Filha ilegítima de um empresário endinheirado de Herat, cidade próxima à fronteira com o Irã, Mariam é obrigada pela família do pai a se casar com o comerciante de sapatos Rashid, da capital, Cabul. O marido é um bruto, que antes mesmo do Talibã já obrigava a mulher a vestir a opressiva burca. A situação piora quando, depois de uma série de abortos, fica provado que Mariam jamais dará o sonhado herdeiro ao marido. Rashid passa a destratá-la e a espancá-la. Paralelamente ao drama de Mariam, Hosseini narra a história de Laila, a esperta filha de um casal de classe média de Cabul. Cerca de vinte anos mais nova do que Mariam, ela tem planos de se tornar uma mulher independente, de um dia estudar em uma universidade. Os sonhos de Laila são abreviados quando, aos 14 anos, sua casa é explodida por um foguete, em 1992, durante as guerras civis que dilaceraram o país. Seus pais morrem no bombardeio – e Laila ainda por cima está grávida do namorado adolescente, que se exilou com a família no Paquistão. Sem opções, ela acaba se tornando a segunda mulher de Rashid.

A amizade que surgirá entre essas duas mulheres é o centro do romance. Não, elas não ficam podres de ricas, como no típico livro de Sheldon. Hosseini ainda é mais realista do que o autor de O Outro Lado da Meia-Noite. O final de A Cidade do Sol, porém, é ensolarado, esperançoso. Sim, os antigos guerrilheiros tribais ainda dão as cartas na política afegã, e o Talibã segue ativo, seqüestrando e matando missionários coreanos. O último capítulo do romance reconhece esses problemas, mas aposta no futuro do país. Com irresistível ingenuidade, o renascimento do Afeganistão é representado nas cápsulas vazias de mísseis – sobras da guerra civil – que os habitantes de Cabul transformaram em vasos de flores. E no cinema que hoje pode exibir Titanic livremente."


Talibã x Titanic

"No verão, Cabul foi tomada pela febre do Titanic. As pessoas contrabandeavam cópias piratas do filme do Paquistão. Depois do toque de recolher, todos trancavam as casas, apagavam as luzes, baixavam ao máximo o volume das televisões e voltavam a chorar por Jack, Rose e os demais passageiros do navio que naufragou. (...) Vendedores desciam ao leito ressecado do rio Cabul. Em pouco tempo, era possível comprar ali tapetes e roupas Titanic, que enchiam carrinhos de mão. Havia desodorante Titanic, pasta de dentes Titanic, perfume Titanic e até uma burca Titanic."

Trecho de A Cidade do Sol

segunda-feira, 30 de março de 2009

Fim de semana

Na empresa que o marido trabalha toda sexta feira tem fika (dificil traduzir fika, mas seria o nosso café com pão de queijo no fim da tarde) e cada semana um é responsável. Na sexta passada o maridinho foi o responsável. Fiz pão de queijo e compramos doces na nossa confeitaria predileta. Fiquei com medinho dos suecos não apreciarem essa iguaria tipica mineira. Mas, pelo contrário, eles adoraram. Meu pão de queijo foi um sucesso!!
Sabado nosso amigo brasileiro e a namorada foram jantar lá em casa. Fiz salada, peixe e arroz. De sobremesa servi sorvete de baunilha com uma calda quente de Hjortron (já falei dessa fruta
aqui).
Domingo foi dia de terminar de ler um livro e preparar para fazer uma prova oral sobre esse livro. Cada dia que passa consigo entender mais sueco...eu fico tão feliz com o meu progresso!!!
Essa semana vai ser bem tranquila, só tenho essa prova oral na segunda e aula de samhällskunskap na segunda e quarta feira. Depois é comecar curtir as férias de páscoa. Quase quinze dias de folga, terei bastante tempo para ler e assistir filmes. Quero, inclusive, assistir uma minisérie que a sogrinha trouxe para mim - Malu Mulher.


Foto: Mesa arrumada para o jantar

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Livros e vernissage

Aproveitei mais um dia livre da minha mini férias - Sportlov (férias de esporte de inverno) e li bastante. Estou lendo "I taket lyser stjärnorna". Preciso fazer um resumo desse livro e segunda-feira irei fazer uma apresentação oral. O filme que vi no fim de semana foi baseado nesse livro. Gostei do filme e estou gostando ainda mais do livro. Como sempre, o livro supera o filme. História triste, mas nem por isso deixa de ser uma boa leitura. Já chorei com o livro e já sorri muito também - principalmente quando termino um capitulo e percebo que recorri muito pouco ao dicionário.
Mas nem tudo foi estudo nessa sexta feira. Fui a vernissage de um colega de classe e amigo


quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Eldens Gåta


Eldens Gåta 
Av
Henning Mankell


Detta är andra delen i Elden-serien, boken före är Eldens Hemlighet och boken efter är Eldens Vrede.
Huvudperson i den här berättelse heter Sofia. Hon bor i ett av världens fattigaste länder, Moçambique. Sofia har en syster som heter Rosa. Hon har också två bror som heter Alfredo och Faustino. Hennes mamma heter Lydia. 
När Sofia var 12 år trampade hon på en mina och blev av med sina båda ben, hennes syster Maria dog. Hon hamnade på sjukhus och fick nya plastben, men visste att hon aldrig mer varken skulle kunna springa, dansa eller gå.
 
Det här är den andra boken om Sofia, och den handlar om henne och hennes äldre syster Rosa. Rosa finns inte med i den förta boken, Eldens Hemlighet.
Nu har Sofia hunnit bli 15 år och hon bor med sin mamma och sina syskon i en liten by. Hon lever ständigt i skuggan av sin äldre syster Rosa, som både är vacker och har riktiga ben. Rosa brukar springa bort till Hassans butik och titta i veckotidningarna och umgås med jämnåriga. En dag blir Rosa sjuk, inte så farligt, till en början så är hon bara trött och har lite feber. Men hon blir sämre och sämre, när hon en dag tappar hackan och inte orkar lyfta den igen vill Sofia och mamma att hon ska gå till doktorn. Men Rosa vägrar.
När Rosa började känna sig trött, påminde Sofia om en tjej (Deolinda) som hon träffade medan hon låg på sjukhuset. Deolinda hade aids.
Rosa gick till läkare och Sofia följde henne. Rosa gjorde ett blodprov och resultatet var positivt. Rosas blodprov vissade att hon hade aids, samma Deolindas sjukdom.
Sofia och Lydia var mycket oroliga för med Rosa. Rosa skulle inte dö. Hon skulle leva och gå till herr Nombora, en curandeiro. Det fanns en liten möjlighet att Nombora verkligen kunde hjälpa Rosa. Rosa kanske kunde blev frisk. 
En dag står det en pojke på vägen, Sofia känner lukten av kanel. Han besöker henne i hennes drömmar. Sofia blir nyfiken på pojken (Armando), vill söka upp honom. Varje natt gick hon upp och tittade på vägen om han kommit. En dag står hon inte ut längre, hon gick över till grannen (herr Temba) som vet exakt vilka som bor i byn och frågade om Armando. Sofia upptäckte att han hette Saia i efternamn, hade cykel och bodde i ett hus nere vid floden. 
I slutet av boken dog Rosa och Sofia träffade Armando Saia.

Min åsikt:
Den här boken är bra, men boken före (Eldens Hemlighet) var bättre.
 Den här historien verkar så unik och tragisk, men den är tyvärr historien om många människor i Afrika. Dessutom är boken lätt att förstå. Boken är mycket bra för studerandes SAS. 

Hoje foi meu último dia de aula. Entreguei meu resumo sobre o livro "Eldens Gåta" do escritor sueco Henning Mankell e estou com a sensação do dever cumprido. Esse é para mim um dos melhores sentimentos!! 
Recebi o resultado da prova de literatura, que foi além do esperado. 
Agora a tarde vou sair com uma amiga para começar a fazer umas comprinhas de natal e preparar para minha viagem. 
Hoje também é dia da entrega do Prêmio Nobel.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

A vida continua...

...sem grandes novidades.
Aula todos os dias e muito estudo. 
Estou lendo três livros. Sempre tive mania de ler vários livros ao mesmo tempo. Agora não é porque quero, mas porque preciso. Dois em sueco e outro em português. Estou lendo "Hon hette Agnes" e "På god väg". Muito bom para expandir meu vocabulário; mas, as vezes, confesso, é um saco e tenho vontade de desistir. 
Sou teimosa, não desisto fácil das coisas. Essa teimosia pode até ser um problema, mas agora virou qualidade. Quando eu quero, não desisto fácil e luto até conseguir. Com o sueco não será diferente...se Deus quiser.

Além do estudo, estou ajudando um casal de amigos. Eles estão importando roupa de alpaca da Bolívia e eu estou fazendo a página para a internet. Nunca havia feito isso antes. Erik me ensinou algumas coisas e o resto estou tentando sozinha. Já fiz a apresentação da pagina e agora estou trabalhando com as milhares de fotos das roupas e acessórios. Estou diminuido de tamanho e fazendo algumas montagens. Para isso estou usando o GIMP e o Inkscape. Tem sido muito prazeiroso essa atividade.

Tenho encontrado com os amigos e treinado muito sueco. Estou, inclusive, ajudando minha amiga chilena com o sueco. Não que eu saiba mais que ela, mas tenho muita facilidade com a gramatica. Algumas aulas particulares também fazem parte do meu dia a dia. Engraçado...durante toda a minha vida estudantil eu dei aula particular para alguma colega de sala. Já dei aula particular de matematica, fisica, quimica e de direito processual civil. Minha mãe sempre fala que sou muito didatica. No fundo eu também acho isso, mas nunca me permitir pensar assim...ai...eu tenho a pessima mania de menosprezar tudo que faço, sou muito auto critica e dura comigo mesmo...mas acho qe isso é assunto para outro post, por enquanto vou ficando por aqui...


"Hon hette Agnes"
Elisabeth Lindfors 

1941 lämnar Agnes sitt föräldrahem och sin läroplats på damfriseringen i Luleå för att gifta sig med Knut. Knut som gör karriär i kooperationen. Agnes följer med, flyttar runt, föder barn, sköter markservicen, håller middagar, klär sig passande och inreder allt större hem. Men vem är hon själv, och vad är hon egentligen bra på?
"Hon hette Agnes" är berättelsen om ett liv, en livsskildring som symptomatiskt nog börjar med giftermålet. Med romanen skriver Elisabeth Lindfors en personskildring, men också en de svenska kvinnornas historia, hustrur och mödrar som växte upp med ett husmodersideal som under deras livstid skulle komma att både ifrågasättas och i det närmaste dö ut. Idealet att på heltid vara den som håller ställningarna, privatsfärens trygga vrå och klippa.
Det är bara det att Agnes inte är särskilt trygg.
Kvinnor är ofria genom sitt ekonomiska beroende av män, det uppmärksammade kvinnorörelsen några decennier efter Agnes bröllop. Och det ekonomiska beroendet finns där, men framför allt handlar det om det känslomässiga beroendet, om behovet av bekräftelse. Agnes är så vacklande och mörkret inombords så stort och hemskt. Hon är kvinnan bakom mannen, som aldrig riktigt känner att hon räcker till och som först sent i livet får en chans att göra det hon innerst inne längtar efter.
Till skillnad från exempelvis Elsie Johanssons Nancy, en generationskamrat, har Agnes inget läshuvud, inga stora artikulerade drömmar som ger henne kraft att övervinna varje hinder. Den klassresa hon gör går i kölvattnet på maken. Det betyder inte att det inte är en kamp, desto mer så som hon själv inte kan styra. Vare sig hon trivs eller vantrivs är det bara att packa ihop och fara vidare när nästa kliv på hans karriärstege kräver det.
Det är också en berättelse om Sverige, om folkhemmet i uppbyggnad och nedbrytning. Knut ägnar sitt yrkesliv åt kooperationen, folkrörelsen som växer fram, måste rationaliseras och som efter hans pension överlämnas till en adlig "företagsdoktor". Samhället glider honom ur händerna. (Är det en generationsupplevelse eller ett samhällsfenomen?)
"Hon hette Agnes" är en berättelse som med sin lågmäldhet verkar så enkel, men vid närmare skärskådning är enormt genomtänkt. Inte minst gäller det författarens användning av pågående form och retrospektiv. Det som händer Agnes är omedelbart. Samtidigt har berättaren en distans. Hon ser mönster, de socialhistoriska sammanhangen, utan att för den skull bli kall och kritisk.
Lindfors är en erfaren debutant med järnkoll på sin berättelse, befriad från sentimentalitet och besserwissermentalitet, men med stor ömhet. Det är inte synd om Agnes, det är bara så här det är.
Det här känns nästan mer som en person än en bok. Det är helt enkelt ett liv, på gott och ont. Födelse och död och vardag. Mörkret inombords, svartsjukan som griper tag, suger in, de skrämmande känslorna inför den nyfödda dottern – innan någon kommit på etiketten förlossningspsykos – den löjligt vacklande självkänslan som inför makens oförstående blick får henne att överge måleriet, och till slut den hemska och befriande demensen. Agnes är en historisk realitet, hon skulle kunna vara min mormor eller den lilla tanten på bussen. Hon är vem som helst, och samtidigt just precis sig själv.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

A Cama na Varanda

Trouxe vários livros do Brasil, dentre eles "A Cama na Varanda", de Regina Navarro Lins. Esse livro não é novidade para mim, já li a algum tempo atrás, não me lembro exatamente quando. O livro não era meu, era da minha tia, mas sempre tive vontade de comprá-lo, mas nunca lembrava. Agora comprei em uma edição de capa dura, revista e ampliada.
Comecei a reler semana passada e, como no passado, estou adorando. Vou ler aos poucos, sem pressa.

Adoro a parte que a autora relata que no período Neolítico os homens não tinham motivos para se sentir superiores ou exercer qualquer tipo de opressão sobre as mulheres, que continuavam ignorando sua participação na procriação e supunham que a vida pré-natal das crianças começava nas águas, nas pedras, nas árvores ou nas grutas, no coração da terra mãe, antes de ser introduzida por um sopro no ventre de sua mãe humana.

Não sou feminista, sou igualista, assim acredito que nenhum gênero pode exercer qualquer tipo de opressão sobre o outro. Não seria má idéia que voltássemos no período Neolítico no que diz respeito a ausência de motivos dos homens para se sentirem superiores e, assim, não exercerem qualquer tipo de opressão sobre as mulheres.



A Cama na Varanda
"Por que se vive tão insatisfeito afetiva e sexualmente? A busca desenfreada do amor romântico — há muito valorizado na cultura ocidental — e a incapacidade de se encontrar a parceria ideal geram sofrimento, culpa, sensação de fracasso.
Nem sempre foi assim. Em um trabalho revolucionário, Regina Navarro Lins faz um histórico dos relacionamentos sexuais, desde a valorização da mulher na Antigüidade, ao surgimento do patriarcado e às novas normas sociais, com o rompimento dos velhos costumes nos anos 60, até os dias de hoje.
"Percebendo as próprias singularidades e não tendo mais que se adaptar a modelos impostos de fora, abres-se um espaço onde novas formas de viver, assim como novas sensações, podem ser experimentadas", afirma a autora.
Regina, psicanalista e sexóloga, conjugando sua experiência em sala de aula e palestras com a prática clínica, mescla o levantamento histórico com exemplos, mostrando como a moral patriarcal, embutida no pensamento contemporâneo, gera conflitos relacionados a casamento, ciúme, fidelidade, separação, e as dificuldades sexuais como ausência de orgasmo, impotência e ejaculação precoce.
A cama na varanda é um sopro novo nas discussões sobre amor, sexo e casamento.
A cama na varanda, da Editora Rocco, está na 6ª edicão, tendo vendido mais de 25.000 exemplares. "

"Um dos maiores fenômenos editoriais dos anos 90, A Cama na Varanda discute de modo revolucionário a história sexual humana, da valorização da mulher na Antiguidade ao surgimento do patriarcalismo e às novas normas sociais. Conciliando sua experiência como palestrante e professora à prática da psicanálise, Regina Navarro Lins apresenta uma combinação de levantamento histórico e exemplos do dia-a-dia que se tornou referência nos estudos sobre o comportamento humano sexual e afetivo. Nesta nova edição, revista e ampliada, a autora traz à tona uma das principais dúvidas que permeiam os relacionamentos atuais: estabilidade ou liberdade? A partir dessa questão, novas formas de amar passam a ser consideradas, fazendo com que o amor romântico, cultivado há séculos pela sociedade, comece, aos poucos, a sair de cena."