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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Inhotim

No inicio de dezembro visitei Inhotim que fica nos arredores de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte. Fui com minha amiga Valéria e senti orgulho de mostar para ela essa maravilha!!!
A reação de quem visita Inhotim parece ser uma só: visitou, deslumbrou. Todo mundo vai com expectativas altíssimas criadas por visitantes anteriores, e ainda assim consegue sair maravilhado.
A visita a Inhotim é indescritível, na acepção mais literal da palavra. Você pode até achar que já viu isso antes — um jardim de esculturas, um museu dentro de um parque — mas a dimensão do lugar, e a relação das obras com o espaço, fazem da visita a Inhotim uma experiência singular.

Surgiu em 2004 para abrigar a coleção de Bernardo Paz, empresário da área de mineração e siderurgia, que foi casado com a artista plástica carioca Adriana Varejão, e há 20 anos começou a se desfazer de sua valiosa coleção de arte modernista, que incluía trabalhos de Portinari, Guignard e Di Cavalcanti, para formar o acervo de arte contemporânea que agora está no Inhotim.
Em 2006, o local foi aberto ao público em dias regulares sem necessidade de agendamento prévio. O acervo abrigava obras da década de 1970 até a atualidade, em dezoito galerias (em 2011). São 450 obras de artistas brasileiros e estrangeiros, com destaque para trabalhos de Cildo Meireles, Tunga, Vik Muniz, Hélio Oiticica, Ernesto Neto, Matthew Barney, Doug Aitken, Chris Burden, Yayoi Kusama, Paul McCarthy, Zhang Huan, Valeska Soares, Marcellvs e Rivane Neuenschwander.
As exposições são sempre renovadas e galerias são anualmente inauguradas.




















Bernardo Paz fala para Marilia Gabriela sobre a Inhotim:


quarta-feira, 21 de março de 2012

Riga - Letônia

Post totalmente atrasado, quase um ano de atraso!! Ano passado, depois da separação, mas quando ainda estava na Suécia, fiz uma viagem com minha grande amiga-mãe chilena Valéria. Fomos para Riga na Letônia e foi ótimo para relaxar um pouco depois do terremoto que passou na minha vida. Fizemos um bate e volta de navio durante a Páscoa. Essa viagem, por milhares de motivos, entrou na minha história!!!


Riga realmente é uma cidade linda! Assim como Vilnius e Tallin, a cidade foi totalmente reconstruída na década de 90, mas sua essência medieval foi mantida.



Então mantida as devidas proporções de tamanho e afins, Riga até que tem bastante coisa legal pra fazer. Andar pela cidade é super fácil, o centro histórico e bem pequeno, e apesar de ter incontáveis mini ruelas charmosíssimas, a cidade é toda conectada de praça em praça através de suas ruas principais.



Riga tem como característica principal sua arquitetura em art noveau e as muitas praças com casinhas coloridas.
Então o melhor lugar pra começar qualquer roteiro pela cidade e na sua praça principal e simbolo da cidade, a praça da prefeitura.
Mas na verdade as estrelas da praça não é a prefeitura, e sim os dois prédios bem em frente, que são a antiga sede da associação dos comerciantes “cabeça negra” (Melngalvju Nams).


Originalmente construída em 1334, os comerciantes que ocupavam essa associação eram estrangeiros (apesar de terem permanecido na cidade por seculos, sempre foram considerados não-Letãos) e acredita-se que eram de origem Moura ou Arabe, que lhes rendeu o apelido de cabeça-negra, devido aos cabelos castanhos, que contrastavam com a população loiríssima dos Bálticos.


A praça inteira foi destruía por bombardeios aéreos na segunda gerra mundial em 1941 (ao mesmo tempo que as tropas de Hitler “convidaram” os tais comerciantes a se retirarem do país), e o pouco que sobrou foi demolido pelos Russos em 1948. O prédio que vemos hoje em dia foi inteiramente reconstruído baseado em fotos, pinturas e registros arquitetônicos em 1999, inclusive o relógio Astronômico, cujo original foi adicionado a fachada no seculo 16.


Mas a “paisagem” da praça não esta completa sem a torre da Igreja vizinha de São Pedro, que tem a torre mais alta da cidade (123 metros de altura).
A Igreja de São Pedro foi originalmente construída em 1209, e assim como todo o resto da cidade, destruída e reconstruída incontáveis vezes. Lá dentro é possível ver uma exposição de fotografias jornalísticas tiradas durante a primeira e segunda guerra, e é incrível ver como sua estrutura realmente foi aniquilada.


Outros partes da cidade que valem a pena serem visitados:
- Três Irmãos: Essas 3 casinhas vizinhas (números 17, 18 e 19 na rua Maza Pils) representam os estilos arquitetônicos que apareceram pela cidade ao longo dos seculos, inclusive a Gótica numero 17, que foi construída no seculo 15 e permanece em pé até hoje (uma das pouquíssimas estruturas que nunca foramdestruidas em algum ponto da historia milenar da Letônia) e é considerada a residência mais antiga do pais.

- A Casa do Gato: O Gato preto é simbolo de Riga e você vai ver estatuas, bonequinhos e souvenirs em todos os cantos da cidade.


Enquanto o mundo todo tem superstições negativas com gatos negros, Riga tem um historia bem legal, e pra eles o gato representa sua identidade nacional, igualdade e liberdade.
A história é mais ou menos assim: No final do seculo 19 a Letônia esta sob o domínio Alemão, e portanto comerciantes de origem Letônia não tinham os mesmos direitos nem acesso aos mesmo preços e taxas, mas um comerciante local queria fazer parte da associação de comerciantes da cidade, e tinha sido recusado pelos Alemães.
Então ele colocou uma estatua de gato preto no telhado de sua casa, com as costas arqueadas e o rabo levantado, de costas para a seda da associação, e rogou uma praga nos Alemães.

Depois de muitos protestos e uma batalha judicial, os comerciantes locais passaram a serem aceitos nas associações e o gato foi virado de frente para praça – então até hoje esse gato simboliza a luta da população em busca de igualdade e aceitação.

- Monumento da Liberdade: Construída apenas em 1935 o pilar de mármore representa a tão sonhada liberdade que a Letônia buscava há seculos. Ela represente os pilares da sociedade Letã: Trabalho, vida espiritual (e/ou religião), família e amor a pátria.
No alto da coluna tem uma estatua feminina segurando 3 estrelas, que representam as 3 regiões (ou estados) do pais: Kurzeme, Vidzeme e Latgale.

Mas nenhuma das atrações de Riga é assim imperdível, então resista a tentação de seguir um roteiro e se permita simplesmente perambular pelas praças e ruas escondidas da cidade.


Isso foi o que mais fizemos durante nosso passeio por lá, e foi sem dúvida alguma a parte que mais gostei da viagem!


Íamos passando de praça em praça até que de canto de olho você vê uma ruazinha fofa, com casinhas coloridas e cafés irresistiveis… O que você mais vai ter pra fazer por lá é matar tempo, então se entregue ao dolce fa niente da vida Letã e faça inúmeros pit stops pra tomar uma café, beber uma cidra de pêra… almoço, lanche da tarde, mais café, mais chá… e assim sucetivamente!


Riga é uma cidade bem barata para os padrões da Europa Ocidental. Então se você esta viajando com o orçamento apertado, aproveite pra tirar o pé da lama um pouquinho!



Escrevi esse texto logo depois que voltei de Riga:

"Quando casei, passei a lua de mel em Buenos Aires. Foi ótimo...como todas as luas de mel!!! Sempre compro uma peça de decoração nas minhas viagem...uma maneira de decorar a casa com objetos que dizem a história das minhas andanças. Na lua de mel não seria diferente. Comprei um casal de tango..muito bonito. Era um casal diferente de todos os outros. É meio obvio um comprar um casal dançando tango em Buenos Aires, mas o meu era diferente. Comprei um casal para minha mãe também, do mesmo artista, mas em posição diferente.
Minha mãe faz coleção de bonecas e sempre que viajo traga uma boneca para ela. Ela tem uma estante na sala cheia de bonecas das mais variadas partes do Brasil e do mundo. Eu contribuo regularmente para o crescimento da coleção dela. Mas, na minha lua de mel resolvi variar um pouco e comprei um casal dançando.
Assim, na minha lua de mel comprei dois casais. Um para mim e outro para minha mãe.
Quando cheguei e abri a mala, percebi que o meu casal havia quebrado. Fiquei triste e minha mãe insistiu para eu ficar com o casal dela, afinal ela queria que eu tivesse uma lembrança da minha lua de mel. Eu não quis, disse que eu queria aquele casal que previamente tinha escolhido para nós e que não ficaria com o dela. Argumentei que seria mais um motivo para voltar em Buenos Aires e reviver aqueles deliciosos dias!!! Além disso, tinha comprado outras coisas.
Voltei de Buenos Aires e fui para a Europa, onde fixei residência. Nunca nada meu quebrou em viagens e olha que sempre carreguei muita louça nas minhas malas. Sempre que vinha ao Brasil levava presentes de casamentos e em viagens para outras partes levava algum objeto de decoração. Nunca quebrou nada, só o meu casal dançando tango que quebrou.
Bem, o tempo passou e seis meses depois uma amiga de minha mãe foi para Buenos Aires. Minha mãe pediu que ela fosse a loja e comprasse um casal dançando tango. Ela foi e comprou outro casal para mim na mesma posição do antigo. O novo par era igualzinho ao antigo. Achei muita coincidência ela trazer exatamente na mesma posição do que tinha quebrado. Fiquei feliz!!!
Meu novo casal foi para minha casa na Europa e lá ficou por algum tempo.
Em dezembro do ano passado vim passar as festas de fim de ano no Brasil. Curti muito a família e os antigos amigos até que em fevereiro meu único irmão morreu. Muita tristeza!!!
Quinze dias depois, meu marido que já estava na Europa me ligou e pediu a separação. Meu coração foi em mil pedaços novamente. Nosso casamento não estava bem, estávamos passando por nossa primeira crise depois de quatro anos de casados. Eu entendo que ele tem direito a querer separar, mas quinze dias depois da morte do meu único irmão e pelo telefone...isso era demais para mim!!! Ou melhor, eu pensava que era muito...mas não era...
Mesmo com o pedido dele de separação voltei para minha casa na Europa, afinal lá era minha casa e eu precisava resolver muita coisa antes da decisão final. Eu, na minha doce ilusão, achava que conseguiria fazer ele mudar de idéia. Que podíamos tentar uma reconciliação, pois, para mim, separar na primeira crise era inconcebível.
Sai do Brasil em pedaços...a pior viagem da minha vida. Ele foi me buscar no aeroporto e me deu o abraço mais frio que recebi na vida quando desembarquei. Voltamos para casa sem dizer uma palavra. Estava frio e a tempestade de neve fez tudo parecer ainda mais triste. Quando chegamos no nosso destino final, ele, não sei porque, me convidou para jantar. Ele queria ir direto para o restaurante. Preferi antes passar em casa, deixar minhas malas e dar uma olhada naquela casa onde por muito tempo fui muito feliz. Seria só deixar as malas, ir ao banheiro e sair novamente. Assim fizemos. Quando cheguei em casa, ainda de sapato, fui até a sala e vi meu casal dançando tango quebrado na cabeça e na base. Olhei e o meu marido pediu desculpa por ter deixado cair e quebrar e disse a recuperação seria algo fácil. Olhei mais uma vez e como se meus olhos não pudessem acreditar disse para ele que tudo bem. Não seria necessário colar nada, afinal o que aquele casal representava não existia mais...tudo tinha acabado!!!!
Eu ainda lutei com todas as minhas forças para uma reconciliação, mas isso não foi possível. Passei os piores dias da minha vida. Triste pela morte do meu único irmão e triste pelo fim do casamento.
Chorei muito e sofri muito. Depois começaram meus preparativos para voltar para o Brasil, afinal eu deveria voltar. Minha permanência ali não se justificava mais, além disso meus pais estavam no Brasil precisando de mim. Voltar para o Brasil e recomeçar era o mais inteligente.
Antes da minha volta queria fazer uma viagem com uma grande amiga mãe chilena. Ela sempre me deu apoio. Era nela que eu buscava conforto. Era ela que enxugava minhas lágrimas. E foi ela que me ensinou que:
"Caminante no hay camino
se hace camino al andar.
al andar se hace camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar."
Escolhemos fazer um cruzeiro para Riga, Letônia. Quando começamos a preparar a viagem lembrei do casal dançando tango e decidi que iria jogá-lo no mar. Seria uma cerimônia de sepultamento do meu casamento. Gosto desses rituais e acho que são importantes, afinal "Quando as palavras forem insuficientes, crie um ritual". O meu ritual consistiria em enterrar meu casamento e o cemitério seria o Mar Báltico. O cemitério têm um importante papel no processo de luto. Muito mais do que guardar mortos, o cemitério guarda as histórias vividas por aquelas pessoas enterradas. É um lugar que, embora seja marcado pela tristeza, guarda lembranças de momentos felizes. No meu caso, queria enterrar os momentos tristes. Seria como se eu estivesse fechando um ciclo.
Um dia antes da viagem, fui no jantar de Páscoa de parte da família do meu marido. Foi a primeira vez que estávamos em um lugar não mais como um par. Tirei a aliança para ir e na hora que o tio agradeceu a presença de todos eu pedi a palavra e falei. Agradeci pelo apoio que eles sempre me deram, pela ajuda e por me acolherem tão bem naquele pais. Disse que quando arrumei minha mala para ir morar lá tentei colocar só sentimentos bons e que na minha volta para o Brasil iria colocar na mala somente as boas lembranças e os novos amigos. Disse que eles sempre serão minha família e que jamais sairão do meu coração. Agradeci pela oportunidade de conhecer uma nova cultura e um outro idioma. Manifestei minha gratidão pelo pais que me acolheu tão bem sempre. E, para finalizar, disse que aquele momento não seria uma despedida, mas um até breve. Disse, também, que a casa dos meus pais e a minha sempre estariam de portas abertas para eles. Missão difícil. Lágrimas brotaram com facilidade dos meus olhos, mas sai de lá com a sensação que sairia do pais da mesma maneira que cheguei: de cabeça erguida.
No dia seguinte embarquei para a Letônia com minha amiga. Foi uma viagem perfeita!!! Naquela viagem meu sol começou a nascer. Sempre digo que por mais escura que a noite seja, o sol sempre, querendo ou não, volta a brilhar. O meu sol voltou a brilhar no mar Báltico!!!
Na volta, fomos presenteadas com um por do sol espetacular. Jantamos vendo a marca que o navio fazia no mar Báltico. Mar tranqüilo e por do sol maravilhoso. Quando estava escuro, fui a minha cabine buscar meu casal dançando tango. Fomos para a parte de fora do navio e com um pouco de medo, joguei no mar. Uma sensação maravilhosa invadiu minha alma e me senti leve.
Bebi um whisky para relaxar ainda mais e dancei muito...feliz. Minha amiga foi para a cabine, mas eu continuei ali dançando. Sozinha e feliz. Nada mais importava. Fechava os olhos e deixava a música me levar.
Em um determinado instante, começou a tocar uma musica brasileira. Foi o ápice para mim: dancei e comemorei aquele momento. Comemorei minha volta a minha terra natal..."

quinta-feira, 8 de março de 2012

Palazzo degli Uffizzi e Ponte Vecchio

O museu Palazzo degli Uffizzi hoje em dia é um dos principais museus de arte clássica e renascentista da Europa. O nome do Palácio, significa literalmente “predio de escritorios”, pois a origem do predio era servir de “escritorio” para o Cosimo de Medici, em 1560. Ao longo dos anos, a família Medici, alem de rechear seus palácios pessoais de obras de arte, eles também encheram os “escritorios” de pinturas e esculturas. A medida que a família foi acabando, sua ultima herdeira, Maria Luisa, criou o museu em 1765, reunindo quase toda coleção e acervo pessoal da família.

Pra quem pretende conhecer o museu (imperdível!) a dica é pagar 4 Euros a mais pra comprar a entrada reservada/preferencial e não ter que enfrentar fila; ou então chegar lá BEM cedo! 
As medidas de segurança são bem estritas, e os segurança só deixam entrar cerca de 20 pessoas a cada 15 minutos.



O museu propriamente dito é bem pequeno, quando comparamos com museus como Louvre ou o British Museum, mas é super bem organizado, com salas separadas por estilo ou artista, e esta recheado de obras originais emocionantes – pra mim a principal do Ufizzi é a “O nascimento de Venus” do Boticcelli!
O nascimento de Vênus pintado por Sandro Botticelli.
Pintada em 1483, representa a deusa Vênus emergindo do mar como mulher adulta, conforme descrito na mitologia romana.
Botticelli, pintor Italiano natural de Florença, viveu entre 1º de Abril de 1445 e 17 de Maio de 1510. Entre as principais obras, estão O Nascimento de Vênus e A Primavera.

***

A partir dos arcos de saída/entrada do Ufizzi tem a visão perfeita da Ponte Vecchio. A ponte é conhecida por ser uma das mais antigas da Europa e coberta de joalherias de cabo a rabo!



Originalmente a ponte era reduto dos açogueiros de Florença, que cortavam e vendiam carnes nas bancadas da ponte, e jogavam os restos no rio Arno. Porem, com o tempo o rio ficou sujo e a agua contaminada, que espalhou doenças entre a população e e começou a espantar visitantes – então o governo da época, pra mudar a imagem da principal ponte da cidade, decidiu que apenas joalherias poderiam vender produtos ali – o que permanece até hoje!





Foto da Ponte Vecchio tirada do segundo andar do Palazzo degli Uffizzi:

segunda-feira, 5 de março de 2012

Kiko Make Up


Conheci a Kiko em Florença e apaixonei.
Kiko Make Up Milano é aquela loja que tem potencial para deixar qualquer mulher louca. Maquiagens para todos os lados com preços muuuuito amigos. Sombras por 3 euros, batom por 6, fora kits de pincéis e produtos para preparar a pele.

Como a loja é baratinha, dá pra fazer uma “mini feira” da alegria sem ficar pobre. Com tanta variedade de cores, podemos tanto montar uma nécessaire básica completa, quanto comprar produtos em tons mais “malucos” pra fazer novos experimentos. Tipo rímel colorido, sombra azul, batom laranja, cílios de traveco…
Eu arrematei alguns esmaltes, batons e sombras. Pena que só na Europa tem Kiko!!!


KIKO MAKE UP | LOJA DE FLORENÇA: Via dei Calzaiuoli 8/N 50122 Firenze  

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Lucca - Itália

A Itália é realmente cheia de surpresas agradáveis. Assim é Lucca, cidade da minha avó materna, na região noroeste da Toscana. À primeira vista, parece uma cidade pequenina. Mas, basta atravessar suas muralhas ainda tão bem preservadas e começar a caminhar que logo se entende porque tantas bicicletas circulam por ali. Suas ruelas medievais, de traçado aparentemente regular, guardam labirintos complicados. É preciso arranjar um mapa logo ao chegar, além de manter a atenção e ter disposição para andar (ou pedalar). Assim fica fácil desvendar os mimos arquitetônicos que Lucca guarda com tamanho cuidado. Afinal, cinco quilômetros de muros de pedra foram construídos no século XVI para proteger a cidade que felizmente não se envolveu em nenhuma batalha. E, por isso, mantém intacto o traçado da antiga colônia romana fundada em 180 a.C.



Ande, ande e ande pelas ruas de Lucca. A cidade é muito simpática. Se preferir alugue uma bicicleta pois, carros quase não entram no centro histórico. Apenas, alguns taxis circulam. 



Caminhe sem pressa pelas ruas de Lucca que subitamente gratas surpresas aparecem. A começar pela Igreja San Michele in Foro. Foi construída onde havia um antigo Foro Romano e exibe uma fachada muito interessante feita em três fileiras de colunatas trabalhadas, com decoração predominantemente pagã. 


Pertinho dali fica a Casa di Puccini. Ali nasceu o grande compositor Giacomo Puccini e algumas das óperas mais populares do mundo, entre elas La Boheme e Turandot. A casa foi transformada em um pequeno museu que mostra retratos do grande mestre, esboços de figurinos e seu último piano.

Puccini é um dos filhos ilustres da cidade de Lucca.


Lucca é um charme. E além disso, tem boa fama pelas suas escolas de gastronomia. Se não sobrar muito tempo para procurar um bom restaurante ou fazer aulas com grandes chefs, pelo menos sente sem pressa para tomar um belo gelato! 

Vinho produzido em Lucca


Foi muito emocionante para a minha mãe visitar a cidade dos antepassados dela...gostamos tanto de Lucca que já estamos programando voltar lá, mas dá próxima vez ficaremos hospedados em Lucca mesmo e ficaremos mais de quinze dias...tempinho maior para aproveitar mais a terra da minha querida vó Filó, que apesar de não ter tido o prazer de conhecê-la pessoalmente, conheci e aprendi gostar através dos relatos da minha mãe.


 Foto: Minha mãe na estação - Será que minha avó saiu de lá?? Infelizmente não sabemos muita coisa sobre a viagem que a trouxe para o Brasil.