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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Amamentação

Acabei de ver essa reportagem no site da Globo. Triste ver que existe gente assim. A indecência está na cabeça dessa criatura. 

Na mesma hora lembrei da Denise do Sindrome de Estocolmo.

Sempre ouvi minha mãe falar que a hora da amamentação era sagrada e que era um momento mágico para ela. E com a Denise aprendi que esse momento deve ser incentivado e valorizado. Ainda não sou mãe, mas não tenho dúvida da importância da amamentação. 



Mãe britânica é expulsa de ônibus e acusada de indecente por amamentar a filha em local público

Nem a recente campanha nacional a favor da amamentação impediu que Amy Wootten fosse expulsa do veículo que viajava com a criança.

Reprodução Daily Mail

Apesar de todo o incentivo à amamentação, uma jovem mãe passou por uma situação (muito!) constrangedora enquanto amamentava sua filha, a pequena Emily, de 2 meses, na Inglaterra. Amy Wootten, 25 anos, voltava de ônibus para casa com a filha e decidiu amamentá-la durante o trajeto. Quando percebeu o ato, o motorista, sem aviso, parou o veículo lotado e ordenou que ela descesse na próxima parada. Em entrevista ao jornal inglês Daily Mail, Amy afirmou que alguns passageiros se sentiram humilhados e julgaram-na indecente por amamentar a filha em um lugar público. 

“Estava chovendo muito e, mesmo assim, eu fui obrigada a sair do ônibus com minha filha e tomar um táxi até a minha casa. Se eu não tivesse amamentado Emily, ela teria chorado e isso, certamente, incomodaria as pessoas”, disse Amy. A revolta da jovem tem outros motivos. Ela teve dificuldades para começar a amamentar a filha e, só nas últimas duas semanas, ganhou confiança para alimentá-la em público. Após a reclamação, a empresa pediu desculpas à jovem e afirmou que vai preparar os motoristas para lidar com essa situação.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Förening, Natal e Violino

Eu faço parte de uma förening (associação), o nome é NextStep. A förening tem como ambição a criação de uma rede de contato entre mulheres de diferentes culturas e nacionalidades, inclusive suecas. A förening promove seminários e discussões que visam dar às mulheres a oportunidade de refletir sobre as possibilidades e dificuldades da vida de expatriada. Estou lá desde a fundação, o que não faz muito tempo. Nos encontramos a cada quinze dias em um salão da Igreja Sueca para uma palestra ou seminário. Estou adorando fazer parte dessa förening e estamos cheias de projetos interessantes.
Ontem depois do nosso tradicional jantar, uma de nossas companheiras que é florista (sueca) nos ensinou a fazer uma guirlanda de Natal. Para o clima ser ainda mais perfeito, o filhinho de uma outra companheira (Iraque) tocou violino. A noite foi perfeita e na hora que a música começou, fui invadida por uma sensação muito boa, uma paz muito grande e muita alegria por estar vivendo aquele momento que para mim pareceu mágico!!!






Resultado final:

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Mulheres protestam em Cabul

Ainda sob a influência de "A Cidade do Sol". 
Bom saber que elas começaram a protestar. 
Mesmo que o protesto seja tímido, já é um começo.


Mulheres protestam contra a lei que reprime uma minoria xiita em Cabul

Cerca de 200 afegãs realizaram nesta quarta-feira um protesto do lado de fora da mesquita Khatam Al Nabi contra a lei que organizações de direitos humanos estão chamando de "estupro legalizado", informou o jornal britânico The Guardian. O alvo da manifestação é Mohammad Asif Mohseni, o clérigo radical que apóia fortemente a proposta que também proíbe as mulheres de saírem de casa sem a permissão do marido.

Além de não poderem negar a relação sexual com o parceiro (por isso estupro legalizado), a lei também diz que as mulheres só podem procurar trabalho, buscar educação ou visitar médicos com a autorização dos maridos. Durante o protesto, alguns homens reagiram atirando pedras contra as mullheres. Eles afirmam que a manifestação é uma pressão para imposição de valores ocidentais no Afeganistão.

A lei, que vale apenas para uma minoria xiita, causou constrangimento para o presidente afegão, Hamid Karzai. Em março, ele foi acusado de tentar ganhar votos para as próximas eleições ao apoiar a legislação. A ONU, líderes mundiais e do próprio Afeganistão repudiaram a iniciativa. "Isso é pior do que o regime talibã. E qualquer pessoa que se levantou contra a lei foi acusado de ser contra o Islã", disse o senador Humaira Namati.

No entanto, as manifestações de hoje mostram que pelo menos algumas mulheres afegãs não estão aceitando tal submissão. Um comunicado elaborado pelas organizações responsáveis pela marcha classificou a lei "como um insulto à dignidade das mulheres enquanto seres humanos, além de contribuir para a desigualdade e o etnocentrismo", segundo o Guardian.

Redação Terra