quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Release me


Who hold me down?? Myself.

domingo, 17 de outubro de 2010

Literatura Islandesa

Amanhã vou apresentar um trabalho sobre a literatura islandesa na aula de Sueco B. Ninguém merece!!! Estou treinando muito todas as complicadas palavras para não gaguejar. Se isso é chato em português, imagina então em sueco...dificil essa vida de imigrante!!!

Para quem nunca estudou literatura islandesa, assim como eu, aqui está uma pequena explicação:

Literatura da Islândia

A literatura da Islândia refere-se à literatura escrita em língua islandesa a partir do século IX, época da colonização da Islândia. É conhecida principalmente pelas Sagas, escritas em tempos medievais. Como o islandês e o norueguês antigo são quase a mesma coisa, a literatura islandesa medieval também é chamada de literatura nórdica antiga.

A literatura islandesa medieval é comumente dividida em três partes:
Poesia Eddaica
Poesia skaldica
Sagas

As Eddas
Página de um manuscrito da Edda em Prosa, mostrando Odin, Heimdallr, Sleipnir e outras figuras da mitologia Nórdica.
Há duas teorias para a etimologia da palavra “Edda”. Uns dizem que vem do termo norueguês antigo edda, que significa bisavó. Mas é mais provável que seja uma referência a Oddi, o lugar onde Snorri Sturluson (autor da Edda em prosa) viveu.
A Edda em verso (originalmente atribuída a Sæmundr fróði, teoria rejeitada pela maior parte dos estudiosos atuais) é uma coleção de antigos poemas e histórias nórdicas originadas no final do século X. Embora esses poemas e histórias venham da parte continental da Escandinávia, elas foram registradas por escrito pela primeira vez na Islândia do século XIII. O manuscrito original da Edda Poética é o Codex Regius, encontrado na Islândia meridional em 1643 por Brynjólfur Sveinsson, bispo de Skálholt.
A Edda em prosa foi escrita por Snorri Sturluson , e é a principal fonte do entendimento moderno sobre mitologia nórdica e sobre algumas características da poética islandesa medieval, já que contém muitas história mitológicas e várias kennings. Na verdade, o principal propósito de Snorri ao escrevê-la foi o de fazer um manual de poética para os skalds islandeses.

Poesia skaldica
A poesia skaldica (ou escáldica) difere da poesia Eddaica pelo fato de que a poesia skaldica era composta por notórios skalds, os poetas da Islândia medieval. Em vez de falar sobre eventos mitológicos ou contar histórias mitológicas, a poesia skaldica era cantada para honrar nobres e reis, comemorar ou satirizar eventos importantes ou recentes (uma batalha vencida por seu rei, um evento político da cidade etc.).
A poesia skaldica é escrita com um sistema métrico estrito, verso aliterativo e com muitas figuras de linguagem: a preferida delas eram as kennings, que deixavam o texto muitas vezes incompreensível para alguém que não as conhecesse, além de usar de muita “licensa artística” no que diz respeito à ordem das palavras e a sintaxe.

Sagas
As sagas são histórias em prosa escritas em nórdico antigo que falam sobre fatos históricos ou lendários do mundo escandínavo e germânico. Por exemplo: a migração para a Islândia, a descoberta de Vinland ou a história dos primeiros habitantes de Gotland etc.
Enquanto as Eddas são fantasiosas e contêm histórias mitológicas, as sagas são normalmente realistas e lidam com fatos reais. Apesar disso, existem sagas lendárias, sagas de santos e bispos e romances traduzidos; algumas vezes, também, algumas referências mitológicas são adicionadas e a história é feita mais fantástica e romântica do que realmente foi. As sagas são a principal fonte para o estudo da história da Escandinávia entre os séculos IX e XIII.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Feliz Dia das Crianças

Magia Infantil

Nas mãos das crianças o mundo vira um conto de fadas,

porque na inocência do sorriso infantil,

tudo é possível, menos a maldade.

Crianças são anjos,

são pedaços de Deus que caíram do céu para nos trazer a luz viva

que há de fazer ressuscitar a verdade que vive escondida em cada um.

De braços abertos a criança não cultiva inimigos,

sua tristeza é momentânea.

De olhos abertos a criança não enxerga o feio, o diferente,

apenas aceita o modo de ser de cada um que lhe dirige o caminho.

De ouvidos atentos a criança gosta de ouvir tudo

como se os sons se misturassem formando uma doce vitamina de vozes,

vozes que ela pode imitar, se inspirar para crescer.

Criança me lembra: cor, amor, arco-íris, rosas,

doce de brigadeiro,

tintas das cores: vermelha, laranja, azul, amarelo;

me lembra cachoeira, pássaros, dia de festa.

Ser criança é estar de bem com a vida,

é ter toda a energia do Universo em si.

Sejamos eternas crianças!!!


Feliz Dia das Crianças!!!


domingo, 10 de outubro de 2010

Comer, Rezar e Amar

Ontem fui ao cinema assistir Comer, Rezar e Amar com uma amiga. Muito bom!! Já tinha lido o livro, mas escutar algumas frases e músicas em português no cinema sueco fez minha alegria. Sou muito boba, né?? As vezes, coisas simples assim me faz tão feliz!!










"Um ponto precisa ficar claro logo de início em “Comer, rezar, amar”: o filme, que estreia amanhã no Rio, é do tipo que traz uma mensagem engrandecedora, bem parecido com obras de autoajuda que vendem milhões e fazem os leitores anotarem frases para repetir nos jantares de família. São citações como “vai passar, tudo sempre passa”, “volte a acreditar no amor”, “às vezes perder o equilíbrio por amor faz parte de uma vida equilibrada”, e há até um “Deus abençoe os brasileiros”. Oxalá!


Dirigido por Ryan Murphy, “Comer, rezar, amar” é baseado no livro de memórias homônimo da escritora e jornalista americana Elizabeth Gilbert. A trama acompanha a viagem da protagonista por Itália (comer), Índia (rezar) e Indonésia (amar). Liz Gilbert simplesmente se cansa de um casamento de anos, arruma um namorado mais jovem que também não a preenche completamente e decide sair pelo mundo em busca de alguma coisa que ela não sabe bem o que é. Essa é uma característica comum em quem se sente perdido na vida: vaga-se por aí meio sem rumo, atrás de uma resposta para uma pergunta que ainda não foi feita. Liz, com sua sinceridade e humildade em não arriscar resposta para nada, possibilita que muita gente que já se sentiu frustrada com os percalços da vida se identifique. Talvez seja por isso que o livro tenha feito tanto sucesso, ficando meses e meses em listas de mais vendidos. E esse pode ser, também, o maior mérito do filme.

A tal frase “vai passar, tudo sempre passa”, por exemplo, é dita em referência a mordidas de mosquito. Mas, fica claro, trata-se de uma metáfora ao estado de desolação que Liz vive. A mensagem é bobinha, sem dúvida, mas no fundo serve de lição para a protagonista, para mim, para você ou para qualquer um que já se sentiu perdido por aí. Na certa, todos já nos sentimos.

Mas nada disso faz de “Comer, rezar, amar” um grande filme. Seu roteiro tem quatro ciclos muito semelhantes, um pouco cansativos até. O primeiro mostra como Liz percebe que sua vida pacata nos EUA já deu o que tinha que dar e se propõe o desafio da separação. O segundo, já na Itália, traz uma mulher tentando se divertir num país famoso por sua comida e por seus homens. Depois, no terceiro ciclo, ela se enfia num centro de meditação na Índia e tenta desenvolver sua espiritualidade. Por fim, o último ciclo põe Liz numa rotina simpática e tranquila na Indonésia, em que parece mais leve. E é nessa hora, totalmente por acaso e ao som de Bebel Gilberto cantando “Samba da bênção”, que ela esbarra no que parece ser o amor. Tudo muito bonitinho, mas tudo também muito óbvio, não? E, definitivamente, tudo com um jeitão de caricatura.

Liz é interpretada por Julia Roberts, estrela perfeita para um papel feminino de expressão em que é necessário ora parecer confiante, ora sugerir desolamento — sempre com beleza, lógico. No elenco também estão, entre outros, Billy Crudup (o marido abandonado, no papel mais patético do filme), Viola Davis (a amiga que proporciona momentos de humor), James Franco (um ator mediano que se torna seu namoradinho antes da viagem para a Itália), Richard Jenkins (o americano que vira conselheiro de Liz na Índia e que se parece com James Taylor) e Javier Bardem.

Bardem vive o brasileiro Felipe, com quem Liz se encontra na Indonésia, no quarto final de filme. E é aí que entra outra característica comum a histórias de autoajuda: o final, invariavelmente, é feliz. É que os leitores desses livros, e também os espectadores dos filmes, querem um sinal de esperança. Descontando-se os excessos, as gorduras e algumas voltas desnecessárias, esse é um sinal que “Comer, rezar, amar” dá com competência."

segunda-feira, 4 de outubro de 2010