sábado, 25 de agosto de 2018

Amor em Pedaços

Adoro doce
Amor em Pedaços é um deles
Amor em Pedaços existe?
Existe sim
Em doce e migalhas.
Ambos são uma perdição.
Amor em pedaços é um amor pela metade.
Amor em Pedaços pode ser saboroso.. 
Derrete na boca a cada mordida!
Para os apaixonados por abacaxi e coco.
Adoro o Amor em pedaços
Mas só o doce!
O outro,
 Eu agradeço.
Não contento com migalhas.
Já contentei.
Cansei!
A maturidade exigiu inteiro, 
O médico também.
Coração não suporta 
Ser esmigalhado.
Atualmente?
Preciso urgente
De um amor inteiro.
(Luciana - 24.08.2018)






quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Conversar, escutar e responder

Sempre sonhei e quis muito ser mãe.
Adorava conversar com as crianças.
Responder todos os porquês.
Escutar todas as histórias.
Enfim, amo os pequenos!!

Amei a fase bebezinho do Mattias.
Mas essa fase está ótima!!

Adoro deitar com ele na hora de dormir e ficar conversando.
Ele me conta as histórias da escola.
Conta como foi o dia dele.
As vezes, conta umas histórias sem pé nem cabeça.
E eu viajo nas histórias dele...

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Achando que é moço

Meu Mattias está crescendo e eu ficando saudosa do tempo que ele era meu bebezinho. Quase não consigo pegá-lo no colo.
Mas em compensação cada dia que passa ele é mais em companheiro...conversamos mais...sobre vários assuntos...rsrsrs.

Ontem foi um amigo brincar com ele lá em casa. Ele já quer aparecer moço e tem vergonha das coisas de bebê, como se fosse um rapazinho!!
Ele ainda usa fralda para dormir e eu ficava muito chateada com isso. Mas agora relaxei. Eu usa fralda e ainda assim molha a roupa de cama. Imagina se ele não usasse fralda, iria afogar no xixi...tadinho!! Relaxei ainda mais quando conversei com a pediatra e ela afirmou que não devo preocupar.

Pois é, ontem ele quis que eu tirasse rapidinho a fralda...antes do amigo chegar.
Além disso, escondeu o copo de tomar leite de baixo da cama...rsrsrsrs.

Daqui um tempo vai começar a ter vergonha da mãe...melhor deixar isso para depois!!!

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Mais Leve

Dias atras falei aqui que iria usar o blog para fazer algumas reflexões sobre a vida.
Pois é, vivi um dilema ontem.
Fato 1: Na quarta feira Mattias (meu filho) me desobedeceu e para puni-lo falei para ele que não iria ganhar nada até sexta feira. Ele está fazendo o algum da Copa do Mundo e quase todo dia ele ganha um pacote de figurinha (que atire a primeira pedra quem nunca deu várias coisas em uma semana).
Fato 2: Encomendei uma camisa da Seleção Japonesa (não me perguntem por que, mas ele adora o Japão e queria a dita camisa). A encomenda chegou ontem (Quinta feira). Abri o pacote e percebi que a camisa estava na medida exata e iria usar pouco. Talvez teria que fazer a troca, mas tinha que fazer isso rápido afinal o Japão pode sair antes de acabar a copa.

O fato 1 e incompatível com o fato 2.

Essa contradição gerou muita culpa, ansiedade, culpa e uma péssima mãe. A ansiedade por ter pouco tempo de fazer a troca. Me sentir péssima pessoa por não ter observado as referências de tamanho que existiam no site. A culpa por não saber o tamanho da camisa do meu próprio filho.  Tinha a opção de esperar até sábado ou entregar na quinta mesmo (e rezar para ele ter esquecido minha punição).
Optei por entregar a camisa na quinta mesmo. Fiz essa escolha porque tinha quase certeza que ele não lembrava da minha promessa e iria, em parte, aliviar minha ansiedade. Mas essa escolha acabou gerando mais culpa por que fui contraditória e não mantive minha palavra.

Nessa loucura toda percebi outros sentimentos que tenho frequentemente que são o medo de errar e o meu perfeccionismo.

Kkkkkk...escrevendo tudo isso percebi que isso foi tão idiota e tenho que parar com essa dramatização toda!! Preciso ser mais leve!!...Kkkkkk


A cara de feliz da pessoa

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Perfeccionista

Esses dias li no Blog "Ser Mais Feliz" um assunto que mexeu muito comigo. O post falava sobre perfeccionismo. Até um tempo atrás eu achava que ser perfeccionista era uma qualidade, como a autora do blog achava. Mas hoje em dia, tenho plena convicção que não é qualidade. Na verdade é um defeito, e estou tentando a muito custo me livrar disso. O perfeccionismo é inimiga da felicidade.

Perfeccionismo é gostar das coisas bem feitas. Eu sempre busco a perfeição em tudo. Eu acredito que aprendi esse comportamento com meu pai. Porque para ele, errar é inadmissível.
Demorei muito para aprender que posso errar.

A única pessoa que é perfeita é Deus!! É claro que não sou Deus, portanto posso errar. Pode parecer loucura, mas só aprendi isso com 41 anos. Portanto sofri muito com essa mania de ser perfeccionista.
Ser perfeccionista me impede de ser feliz.

Na verdade, sou perfeccionista porque tenho baixa auto-estima. Preciso trabalhar muito isso para ser feliz. Não valorizo nada meu. Sempre acho que poderia ser melhor em todos os sentidos. Se tirava um 9,5 (poucas vezes) na faculdade, por exemplo, achava sempre que podia melhorar. Nunca aceito um elogio. 

Aos poucos tenho tentado controlar essa minha tendência a ser perfeccionista, afinal esse defeito me impede de ser feliz!!!



segunda-feira, 18 de junho de 2018

Novas tentativas

Semana passada fui em um novo psiquiatra, no caso, uma nova psiquiatra em Belo Horizonte. Consulta excelente.
Ela trocou alguns medicamentos e aumentou a dosagem de outros...no plural mesmo.
Senti que deu uma melhorada, mas nada muito expressivo. As medicações demoram a fazer o efeito desejado. Só depois de vários dias, as vezes, até semanas. O importante é não desanimar.
Só fato de ir em BH ajudou um pouquinho...sair da rotina. Sair da rotina é um tecla que minha psicologa sempre bate.

Meu pai também está com alguns probleminhas de saúde e isso também me deixou um pouco preocupada e triste.

Muita coisa para digerir!!

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Mãe Rivotril

Encontrei um texto no blog Mania de Citação que amei. A citação nos traz uma forte analogia entre a idéia da maternidade e tudo que isto comporta.  A mim, o texto e os comentários, me fizeram pensar em quem é o meu Rivotril, e se eu o sou o Rivotril de alguém. Podemos ter e ser o Rivotril de outras pessoas, além da mãe e dos filhos.

"Faz pouco que descobri: toda mãe é um pouco o Rivotril de seus filhos. Rivotril, pra quem não conhece, é um ansiolítico que figura como __pasmem!__ o segundo medicamento mais vendido no país, só perdendo para uma conhecida marca de anticoncepcional. Tem efeito rápido, quase instantâneo, contra a ansiedade. Assim como ouvir a voz tranquilizadora da sua mãe.

Na verdade, enquanto os dias correm tranquilos, sem maiores sobressaltos, a gente nem lembra que tem mãe. Basta saber que ela está lá, de sobreaviso e prontidão como o salvavidas na guarita da praia. Como o remédio jogado no fundo da bolsa. Em caso de necessidade, uma chamada ou um comprimido resolvem. Ambos estão ao alcance da mão.

A diferença essencial é que mãe, além de acalmar, ainda dá colo e perspectivas. Mãe sabe onde dói, sabe por que dói, tem o dom de farejar algumas dores futuras e, por isso, sempre prescreve conselhos. Só o que mãe não sabe é que muitas vezes, pela ânsia de preservar o filho de tanta dor, ela o impede de crescer. Sim, porque crescer é dolorido, às vezes até fisicamente. Basta lembrar do incômodo que é para o bebê o nascer dos dentes. Ou ouvir falar da dor nas pernas das crianças de oito anos. Ou ainda recordar as dores mamárias das meninas na puberdade. Pois que sejam as dores de ordem física ou emocional, a única certeza na vida é a de que “viver dói até o fim.” E também por isso a única coisa que uma mãe pode fazer, às vezes, é deixar doer.

Dei-me conta dessa dolorosa verdade quando, certa feita, no meio de uma dessas ligações que filhos fazem quando a água está a lhes alcançar o pescoço, ou seja, quando estão por alguma razão qualquer se sentindo sufocados, minha filha me disse alguma coisa como “te liguei pra você se solidarizar comigo, não para me afligir ainda mais.” Naquele momento, me senti impotente, incapaz, mais ineficaz do que um Rivotril com data de validade vencida. Custou-me tempo, introspecção e alguma dor até compreender que também eu tive de ouvir palavras duras e ásperas para poder crescer. Também eu tive de aprender a ler silêncios, a recolher angústias e medos do chão da sala, e a reconhecer que cada um deve cavalgar a sua própria dor.

Além disso, há uma outra boa razão para se permitir que a dor cumpra seu papel também na vida dos filhos. É que as relações, assim como o Rivotril, também podem causar dependência. Quando nos fazemos excessivamente presentes acabamos por adentrar um território que não mais nos pertence, e tolhemos o bonito processo que é a individuação. Individuar-se é caminho que se percorre a sós, afrouxando laços, soltando gradualmente as amarras que nos prendem ao ninho. Quando aconselhamos demais, vigilamos demais, zelamos demais é como se não confiássemos a tarefa de viver à própria vida. Sim, é custoso e às vezes nos dói, mas é preciso deixá-los domar suas próprias feras, encarar seus temores, recolher sonhos espatifados contra o chão do quarto. Aliás, é preciso deixá-los sair do quarto, ganhar a casa, ganhar a rua, ganhar o mundo. Sim, é custoso e às vezes nos dói, mas encorajar a independência _a deles próprios e a deles para conosco_ é um gesto de confiança e coragem que a própria vida nos cobra e requer.

E por falar em cobrança, também eu, euzinha mesmo, reivindico às vezes uma dose ou outra do meu Rivotril que, por essa altura, está curtindo um merecido descanso numa praia distante. Mas ela sabe, eu sei, minhas filhas sabem que a uma simples ligação a distância se desfaz, o aconchego se refaz, o coração torna a ficar em paz. Da mesma forma sabemos, havemos de saber todos nós, que tudo é uma simples questão de se encontrar a justa e certa medida. Vale para o remédio. Vale para a vida."

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Fazia tanto tempo que não aparecia aqui que quando fui ver minha lista de Blog`s que acompanhava ela estava mega desatualizada...a maioria parou de escrever. Uma pena!!
Fiz algumas buscas e encontrei alguns outros bem legais.
A maioria de portuguesas. Não sei por que.
Agora quero blog`s brasileiros!!
Aos poucos vou descobrindo e acrescentando novos à minha lista.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Tirando o pó

Mais de dois anos sem passar por aqui. Muito tempo e muitas coisas aconteceram.
Pensei em desistir, afinal uso outras mídias mais rápidas e interessantes.
Pensei em criar outro blog com outro título. Mãe Solteira seria o título, mas depois lembrei que mãe solteira não é estado civil.
Por fim, resolvi continuar escrevendo aqui mesmo. Deu saudade e estou numa fase que escrever vai me fazer bem. Assim espero...rsrsrs
Mattias está com 6 anos (como passa rápido), já lê e escreve para o orgulho da mãe. Continua com a rotina dele e cada dia mais meu companheiro. Sem grandes mudanças.
Agora quem mudou muito fui eu. Continuo com a loja e solteira. Mas numa fase complicada da vida. Depressão, ansiosa (sempre fui, mas agora está pior). Me tornei outra pessoa e estou tentando voltar ao que era antes. Preciso me reencontrar. Preciso de paz e está difícil. Escrever nesses momentos pode ser uma boa. Colocar no "papel" pode me ajudar a resolver algumas questões. Tem um monte de coisa aqui dentro que precisa sair para dar espaço a velha Luciana.
Tornei-me uma pessoa triste, sem motivação e vontade para nada. Parei de sorrir. Parei de fazer as coisas que antes eu amava, até dos amigos me afastei. Não posso continuar assim...preciso dar um reviravolta na vida. Estou cansada dessa Luciana.
Isso começou a mais de 1 ano, com o coração acelerando, a mão suando e uma sensação que iria surtar.
Fui no clinico geral, ele me passou alguns remédios e troquei de psicologa.
Não adiantou nada.
Fui no psiquiatra a quase um ano, já tomei vários remédio diferentes e nada.
Cheguei no meu limite e amanhã vou em outro psiquiatra. Espero que agora eu tenha resultado.

A vida de mãe solo dificulta meu processo, afinal não tenho família aqui para me ajudar e dependo de babá. Uma simples ida à academia se torna impossível, afinal precisaria da babá e isso gera mais custos.

Ando desanimada com a loja. Com a crise, as vendas diminuíram muito e isso dá muito desânimo. Um plus no meu processo.

Tem a questão do envelhecimento dos meus pais. Virar mãe dos pais não é fácil e não nos preparamos para isso.

Poderia juntar o útil ao agradável e ir ajudar meu pai na fazenda. Mas, definitivamente, essa não é uma boa opção. Seria muito mais rentável, mas ficaria infeliz porque não gosto e nem tenho vocação
para lidar com café e leite.

Se alguém ainda lê meu blog, desculpe-me a lamentação. Mas tenho fé em Deus que vou me reencontrar!!!