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domingo, 10 de outubro de 2010

Comer, Rezar e Amar

Ontem fui ao cinema assistir Comer, Rezar e Amar com uma amiga. Muito bom!! Já tinha lido o livro, mas escutar algumas frases e músicas em português no cinema sueco fez minha alegria. Sou muito boba, né?? As vezes, coisas simples assim me faz tão feliz!!










"Um ponto precisa ficar claro logo de início em “Comer, rezar, amar”: o filme, que estreia amanhã no Rio, é do tipo que traz uma mensagem engrandecedora, bem parecido com obras de autoajuda que vendem milhões e fazem os leitores anotarem frases para repetir nos jantares de família. São citações como “vai passar, tudo sempre passa”, “volte a acreditar no amor”, “às vezes perder o equilíbrio por amor faz parte de uma vida equilibrada”, e há até um “Deus abençoe os brasileiros”. Oxalá!


Dirigido por Ryan Murphy, “Comer, rezar, amar” é baseado no livro de memórias homônimo da escritora e jornalista americana Elizabeth Gilbert. A trama acompanha a viagem da protagonista por Itália (comer), Índia (rezar) e Indonésia (amar). Liz Gilbert simplesmente se cansa de um casamento de anos, arruma um namorado mais jovem que também não a preenche completamente e decide sair pelo mundo em busca de alguma coisa que ela não sabe bem o que é. Essa é uma característica comum em quem se sente perdido na vida: vaga-se por aí meio sem rumo, atrás de uma resposta para uma pergunta que ainda não foi feita. Liz, com sua sinceridade e humildade em não arriscar resposta para nada, possibilita que muita gente que já se sentiu frustrada com os percalços da vida se identifique. Talvez seja por isso que o livro tenha feito tanto sucesso, ficando meses e meses em listas de mais vendidos. E esse pode ser, também, o maior mérito do filme.

A tal frase “vai passar, tudo sempre passa”, por exemplo, é dita em referência a mordidas de mosquito. Mas, fica claro, trata-se de uma metáfora ao estado de desolação que Liz vive. A mensagem é bobinha, sem dúvida, mas no fundo serve de lição para a protagonista, para mim, para você ou para qualquer um que já se sentiu perdido por aí. Na certa, todos já nos sentimos.

Mas nada disso faz de “Comer, rezar, amar” um grande filme. Seu roteiro tem quatro ciclos muito semelhantes, um pouco cansativos até. O primeiro mostra como Liz percebe que sua vida pacata nos EUA já deu o que tinha que dar e se propõe o desafio da separação. O segundo, já na Itália, traz uma mulher tentando se divertir num país famoso por sua comida e por seus homens. Depois, no terceiro ciclo, ela se enfia num centro de meditação na Índia e tenta desenvolver sua espiritualidade. Por fim, o último ciclo põe Liz numa rotina simpática e tranquila na Indonésia, em que parece mais leve. E é nessa hora, totalmente por acaso e ao som de Bebel Gilberto cantando “Samba da bênção”, que ela esbarra no que parece ser o amor. Tudo muito bonitinho, mas tudo também muito óbvio, não? E, definitivamente, tudo com um jeitão de caricatura.

Liz é interpretada por Julia Roberts, estrela perfeita para um papel feminino de expressão em que é necessário ora parecer confiante, ora sugerir desolamento — sempre com beleza, lógico. No elenco também estão, entre outros, Billy Crudup (o marido abandonado, no papel mais patético do filme), Viola Davis (a amiga que proporciona momentos de humor), James Franco (um ator mediano que se torna seu namoradinho antes da viagem para a Itália), Richard Jenkins (o americano que vira conselheiro de Liz na Índia e que se parece com James Taylor) e Javier Bardem.

Bardem vive o brasileiro Felipe, com quem Liz se encontra na Indonésia, no quarto final de filme. E é aí que entra outra característica comum a histórias de autoajuda: o final, invariavelmente, é feliz. É que os leitores desses livros, e também os espectadores dos filmes, querem um sinal de esperança. Descontando-se os excessos, as gorduras e algumas voltas desnecessárias, esse é um sinal que “Comer, rezar, amar” dá com competência."

domingo, 22 de agosto de 2010

Frida Kahlo

Foto: Frida Kahlo e os cactus

Sexta feira assistimos ao filme "Frida". Há tempos um filme não me tocava de forma tão intensa. Seja pela força da personagem ou pela fotografia primorosa ou pela música envolvente ou pela riqueza dos figurinos ou pelas instigantes animações que recortam o roteiro ou ainda pelas locações maravilhosas.
O filme mexeu muito comigo e com o Erik também. Começamos assistir na sexta, mas quis parar e continuar assistindo no sábado. Não sei por que...talvez precisei de um tempo maior para digeri-lo.
Quando parei de assistir na sexta tive uma crise de choro e falava de forma incisiva e repetitiva que queria ir embora para casa (Brasil). Eu tenho muito claro dentro de mim que a minha casa é aqui na Suécia, mas na sexta me referia ao Brasil como minha casa...bem, talvez não tenha isso tão claro assim e continuo achando que lá é minha casa!!!
Bem...depois dormi e no sábado pela manhã acabamos de assistir ao filme.
Depois fomos almoçar no nosso restaurante Tailandês predileto, afinal eu estava precisando "ser feliz".
Como sempre comemos com calma e conversamos muito. Conversamos muito, inclusive sobre a minha vontade de ir para casa. Em um certo momento o Erik me perguntou: - Vc quer voltar para o cactus??
Demorei um pouco para entender, mas logo em seguida respondi com lágrimas nos olhos: - Sim, eu quero e preciso voltar para o meu cactus!!!
Esse foi um daqueles momentos da vida de muita beleza, poesia e emoção. Provavelmente nunca irei me esquecer e sempre quando falar em voltar para casa, vou falar em voltar para meu cactus.

Em uma fase da vida, Frida se muda para Nova York com o marido (Diego Rivera). Depois de uma temporada lá, Frida quer voltar para casa, voltar para o México. O marido nervoso pega um quadro de um cactus, pergunta para ela se ela quer voltar para aquilo e esfaqueia o quadro. Ela responde que sim, que quer voltar para o México e para os cactus. O marido sai da cozinha e ela fica chorando sozinha e olha pela janela. Lá fora ela vê um varal com uma roupa típica mexicana (portanto bem fresquinha) enquanto neva. Na cena seguinte ela aparece feliz estendendo roupa no varal com um macaco no ombro, no México é óbvio.

Linda a cena!!! Hoje revi a cena mais duas vezes. A cena é curta, mas o momento, para mim, muito intenso!!!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Mais um excelente fim de semana

Mais um excelente fim de semana passou...agora melhor ainda, pois a primavera chegou trazendo temperaturas agradáveis, céu claro e sol. Sábado o termómetro marcou 15 graus...alegria geral!!
Sexta fui no japonês com o maridinho, o que sempre é uma alegria, afinal sou apaixonada por sushi!! Sábado foi dia de jogar sinuca, comer pizza e assistir filme na casa de amigos. Como tinha criança no grupo, assisitimos Beverly Hills Chihuahua. Adorei!! Lembrei-me muito do único cachorro que tive...deu saudade do Cher (querido em francês). 
Domingo teve encontro só de mulheres brasileiras...nem preciso falar que foi ótimo.
A semana começou bem...férias da escola e encontro com a minha amiga chilena para um fika.

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Na comédia da Disney Perdido Pra Cachorro (Beverly Hills Chihuahua), Chloe (voz de DREW BARRYMORE), uma Chihuahua de Beverly Hills que usa botas e uma coleira de brilhante, aproveita tanto seu estilo de vida luxuoso que mal nota Papi (voz de GEORGE LOPEZ), um Chihuahua que, por acaso, é louco pela elegante e mimada cadela. Mas quando Chloe se perde no México, com apenas um Pastor Alemão de rua (voz de ANDY GARCIA) para ajudá-la a encontrar o caminho para casa, Papi viaja até o sul da fronteira — junto com três cães (voz de PLÁCIDO DOMINGO, LUIS GUZMAN e EDDIE “PIOLIN” SOTELO), dois humanos (PIPER PERABO, MANOLO CARDONA), um rato ardiloso (voz de CHEECH MARIN) e um iguana nervoso (voz de PAUL RODRIGUEZ)— para resgatar seu verdadeiro amor.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Slumdog Millionaire

Hoje fui ao cinema assistir "Quem Quer Ser um Milionário?" ou "Vem vill bli miljonär?" em sueco. Achei bem parecido com Cidade de Deus. A edição e o roteiro são excepcionais!
O lado feio, pobre e violento da Índia contado com maestria e servindo de base para uma história de amor que tem início na infância, deu um tom inédito ao filme.
Jamal passa poucas e boas durante os anos que se seguem e se inscreve no “show do milhão” indiano sem objetivar a grana, mas sim ser visto e reencontrado pelo seu grande amor Latika que sempre assistia o programa. Se ela o visse, chegaria até ele.
Achei fantástico!!!

"Jamal Malik está há apenas um passo de ganhar o surpreendente prêmio de 20 milhões de rúpias na versão indiana do programa de televisão “Quem Quer Ser Um Milionário?”
No entanto, no auge do programa, a polícia aparece e prende o jovem sob suspeita de ter trapaceado. Desesperado para provar sua inocência, Jamal explica como conseguiu chegar a cada uma das respostas durante o interrogatório hostil.
Na medida em que ele vai contando sua extraordinária trajetória de vida, as autoridades são convencidas de que a história desse “azarão” é, de fato, verdadeira. Jamal é então liberado responder sua última pergunta, enquanto as razões que fizeram ele participar do programa são reveladas."

Direção: Danny Boyle
Atores: Dev Patel, Anil Kapoor, Freida Pinto, Saurabh Shukla, Rajendranath Zutshi e Jeneva Talwar

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Helgen (O fim de semana)


Fim de semana perfeito. Sábado acordamos e logo dei o presente do Erik, um suporte para cadeira de massagem, que ele estava de olho há tempos...acho que ele gostou.
Almoçamos em um dos nossos restaurantes prediletos. A noite saímos para jogar sinuca com um casal de amigos e fomos dançar...melhor maneira de comemorar o "Alla hjärtans dag" (dia de todos os coracões) impossível...
Domingo, continuando o clima romantico, fomos ao cinema assistir "I taket lyser stjärnorna" ("No teto brilham as estrelas")  


I TAKET LYSER STJÄRNORNA

Jenna är fjorton år och borde bara behöva oroa sig för brösten som aldrig växer, varför hon inte är lika populär som Ullis-Knullis och hur hon ska få Sakke snygg snygg snygg att bli kär i henne, eller åtminstone upptäcka att hon finns. Men hemma hos Jenna finns en jobbig mormor och en älskad cancersjuk mamma. Och i Jennas ficka ligger en bortglömd dikt: Om du dör mamma, då tar jag livet av mig.

I taket lyser stjärnorna är baserad på Johanna Thydells bok som 2003 belönades med Augustpriset och som sålts i över 100 000 exemplar i Sverige. 


Foto 1: O efeito envelhecido eu coloquei aqui
Foto 2: Flores que eu ganhei do marido
Foto 3: Propaganda do filme