terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
52 Objetos: semana 7
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Pais de prematuros
Eu confesso: ainda não superei o stress que passei com a prematuridade do Mattias. Foi muito sofrimento e até hoje choro quando lembro de tudo que passamos. Eu não quero ser do tipo da pessoa que "senta em cima do sofrimento" e fica se fazendo de coitadinha...longe disso...
Faço terapia e na minha última sessão minha terapeuta disse que ainda estou muito machucada. Até então, eu achava que estava bem e que tinha superado tudo. A verdade é triste, mas infelizmente ela está com a razão. Até hoje as minhas indagações são muitas: Por que comigo??? O que eu fiz de errado?? Por que eu não pude ter uma gravidez de nove meses??
Ao lado dessas indagações tem muitas frustrações também: não tenho nenhuma foto do parto; não pude pegar meu filho no colo na hora que nasceu; não consegui amamentar; não sai toda sorridente do hospital com meu pacotinho precioso, ao contrário, sai sozinha e deixei meu outro coração lá; não tivemos várias visitas depois da chegada dele em casa; não teve lembracinha pelo nascimento (sei que é futil, mas é dai??); sempre tenho que descontar dois meses da idade dele e outras tantas...
E por cima, ainda tenho que escutar um monte de m...da de várias pessoas, tipo: meu filho é mais novo que o seu, mas é maior; pelo menos vc não sofreu com as colicas dele; ele já chegou em casa com uma rotina; no tempo que ele estava no hospital, vc pode dormir a noite toda e descansar e por ai vai. É tanta coisa absurda...de gente sem noção...
Eu evito ler coisas sobre prematuro, confio nos médicos do Mattias e, principalmente, em Deus. O desenvolvimento dele está ótimo e vai continuar, se Deus quiser, assim. Mas, hoje li um post no blog Prematuridade que me fez entender um pouco a razão do meu sofrimento e ver que, infelizmente, não estou sozinha nessa angustia. O post diz que o trauma vivido por pais de prematuros é similar ao vivido em guerras e chama a atenção para um dado muito importante: a gravidade das sequelas psicológicas que acompanham pais e mães de bebês prematuros pelo resto de suas vidas.
Adoro quando ele faz essa caretinha!!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
52 Objetos: semana 6
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
52 Objetos: semana 5
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Sentimentos
Amanhã faz dois anos que meu irmão partiu. Ainda doe muito, talvez nunca melhore.
A saudade aumenta a cada dia e vários questionamentos fazem a dor ser ainda maior.
Olho para o Mattias e sofro de pensar que o Alexandre nunca irá conhecer o sobrinho que ele tanto desejou...talvez, ou melhor, tenho certeza, que ele conhece. Mas sou egoísta e queria que ele conhecesse como todo tio conhece o sobrinho.
Queria muito uma foto dos dois juntos!!!
Queria que meu irmão estivesse aqui para ensinar para o Mattias um monte de coisa errada. Ele sempre falava que iria dar um monte de bala quase na hora do almoço, que iria ensinar falar palavrão, sinal feio...falava isso para me irritar...eu queria tanto que ele me irritasse assim...
As vezes, tenho raiva...afinal ele me deixou sozinha. Ser filha única é ruim demais.
Penso no futuro e tenho muito medo...medo de ficar sozinha e não ter ninguém para relembrar de coisas que só eu, ele e meus pais fomos testemunhas...
Outras vezes e muitas vezes mesmo, tenho culpa.
Culpa por estar aqui desfrutando da companhia dos meus pais e ele não.
Culpa porque, as vezes, mesmo como essa dor pela ausência dele, sou feliz. Como ser feliz se ele não está aqui?
Culpa porque, as vezes, quando minha mãe está triste e chora, eu digo para ela não pensar nele, afinal a ferida ainda não foi cicatrizada e é melhor ligar o automático e simplesmente viver.
Culpa porque eu dei a idéia para minha mãe tirar, por enquanto, todas as fotos dele dos porta retratos e painéis da nossa casa. Dei a idéia para tirar todas as fotos, as minhas, as dele e as dos meus pais. Tirar só as dele seria traição demais!!!
Culpa porque eu deveria ter tido mais paciência com ele.
Culpa porque eu deveria ter dito mais vezes o tanto que eu o amava.
Culpa porque eu não escutei o que ele dizia e ele dizia muita coisa certa.
Culpa porque só percebi que ele falava um monte de coisa certa depois que ele partiu.
Culpa
Culpa
Dor
Dor
Eu sei que a culpa é paralisante e que não posso deixar que a dor se transforme em sofrimento...mas o que fazer com essa culpa e essa dor ???
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
52 objetos: semana 4
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