
No meio da confusão da mudança, um telefonema do Brasil. Minha avó paterna faleceu. Exatamente 38 anos após a morte de meu avô paterno, marido dela. Coincidência ou causalidade? Não tenho a resposta, mas respeito muito e no fundo, tenho medo. Por alguns instantes fiquei encolhida no canto da sala bagunçada. Chorei um pouco, mas a vida precisava continuar e com urgência. Não pude parar para pensar, ficar triste ou lamentar a ausência de uma despedida real. Digo despedida real porque, na verdade, já tinha me despedido dela. Dias atrás sonhei e no sonho ela dizia claramente que tinha vindo se despedir de mim. Nesse dia, pela manhã, ainda na cama, liguei para saber noticias, afinal ela já estava doente.
Sei que ainda não elaborei essa morte, só alguns pensamentos vagos e algumas poucas certezas. Eu tinha tanto para dar, mas ela nunca parou para receber; ela fez muita falta, antes mesmo de morrer...
Um comentário:
Espero que você fique bem, Luciana!
Abraços
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