Ontem fui ao cinema assistir Comer, Rezar e Amar com uma amiga. Muito bom!! Já tinha lido o livro, mas escutar algumas frases e músicas em português no cinema sueco fez minha alegria. Sou muito boba, né?? As vezes, coisas simples assim me faz tão feliz!!


"Um ponto precisa ficar claro logo de início em “Comer, rezar, amar”: o filme, que estreia amanhã no Rio, é do tipo que traz uma mensagem engrandecedora, bem parecido com obras de autoajuda que vendem milhões e fazem os leitores anotarem frases para repetir nos jantares de família. São citações como “vai passar, tudo sempre passa”, “volte a acreditar no amor”, “às vezes perder o equilíbrio por amor faz parte de uma vida equilibrada”, e há até um “Deus abençoe os brasileiros”. Oxalá!
Dirigido por Ryan Murphy, “Comer, rezar, amar” é baseado no livro de memórias homônimo da escritora e jornalista americana Elizabeth Gilbert. A trama acompanha a viagem da protagonista por Itália (comer), Índia (rezar) e Indonésia (amar). Liz Gilbert simplesmente se cansa de um casamento de anos, arruma um namorado mais jovem que também não a preenche completamente e decide sair pelo mundo em busca de alguma coisa que ela não sabe bem o que é. Essa é uma característica comum em quem se sente perdido na vida: vaga-se por aí meio sem rumo, atrás de uma resposta para uma pergunta que ainda não foi feita. Liz, com sua sinceridade e humildade em não arriscar resposta para nada, possibilita que muita gente que já se sentiu frustrada com os percalços da vida se identifique. Talvez seja por isso que o livro tenha feito tanto sucesso, ficando meses e meses em listas de mais vendidos. E esse pode ser, também, o maior mérito do filme.
A tal frase “vai passar, tudo sempre passa”, por exemplo, é dita em referência a mordidas de mosquito. Mas, fica claro, trata-se de uma metáfora ao estado de desolação que Liz vive. A mensagem é bobinha, sem dúvida, mas no fundo serve de lição para a protagonista, para mim, para você ou para qualquer um que já se sentiu perdido por aí. Na certa, todos já nos sentimos.
Mas nada disso faz de “Comer, rezar, amar” um grande filme. Seu roteiro tem quatro ciclos muito semelhantes, um pouco cansativos até. O primeiro mostra como Liz percebe que sua vida pacata nos EUA já deu o que tinha que dar e se propõe o desafio da separação. O segundo, já na Itália, traz uma mulher tentando se divertir num país famoso por sua comida e por seus homens. Depois, no terceiro ciclo, ela se enfia num centro de meditação na Índia e tenta desenvolver sua espiritualidade. Por fim, o último ciclo põe Liz numa rotina simpática e tranquila na Indonésia, em que parece mais leve. E é nessa hora, totalmente por acaso e ao som de Bebel Gilberto cantando “Samba da bênção”, que ela esbarra no que parece ser o amor. Tudo muito bonitinho, mas tudo também muito óbvio, não? E, definitivamente, tudo com um jeitão de caricatura.
Liz é interpretada por Julia Roberts, estrela perfeita para um papel feminino de expressão em que é necessário ora parecer confiante, ora sugerir desolamento — sempre com beleza, lógico. No elenco também estão, entre outros, Billy Crudup (o marido abandonado, no papel mais patético do filme), Viola Davis (a amiga que proporciona momentos de humor), James Franco (um ator mediano que se torna seu namoradinho antes da viagem para a Itália), Richard Jenkins (o americano que vira conselheiro de Liz na Índia e que se parece com James Taylor) e Javier Bardem.
Bardem vive o brasileiro Felipe, com quem Liz se encontra na Indonésia, no quarto final de filme. E é aí que entra outra característica comum a histórias de autoajuda: o final, invariavelmente, é feliz. É que os leitores desses livros, e também os espectadores dos filmes, querem um sinal de esperança. Descontando-se os excessos, as gorduras e algumas voltas desnecessárias, esse é um sinal que “Comer, rezar, amar” dá com competência."
Um comentário:
eu li o livro e apesar de saber enquanto lia que era uma literatura fraca, do tipo facil de ler, o livro foi uma delicia de ser lido... inclusive me ajudou mesmo a ter momentos alegres e acreditar mais em muitas coisas...
tenho o filme gravado aqui e ainda nao vi... fiquei com mais vontade agora... beijos
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