Semana passada fui passar uns dias em Belo Horizonte, cidade que morei por quinze anos. Fiquei no mesmo apartamento que morava. Não tenho saudade daquele tempo. Foi um tempo bom, mas acho que agora, apesar de todos os problemas, está melhor!!! Tenho saudade das pessoas que faziam meu dia a dia mais colorido. Aos poucos, quero encontrar com todos e voltar a conviver. Tinha tanta coisa para fazer lá que só deu para encontrar meu amigo Flávio....foi tão bom tomar chopp junto com ele e rir muito, como sempre faziamos. As vezes, parece que nada mudou...
Na sexta pela manhã fui ao Mercado Central com minha mãe. Que delícia...o cheiro e a variedade de frutas, verduras, temperos... Parece que temos de ir longe para valorizar o nosso...olhar o comum com outros olhos foi ótimo!!!
O MERCADO
Belo Horizonte era uma jovem cidade de 31 anos quando um prefeito empreendedor resolveu reunir, num só local, os produtos destinados ao abastecimento dos seus 47.000 habitantes. Havia, nessa época, duas feiras: a feira da Praça da Estação e a feira da praça da atual rodoviária. Foi assim que o Mercado Central nasceu, em 07 de setembro de 1929. O prefeito Cristiano Machado reuniu os feirantes num terreno de 22 lotes, próximo à Praça Raul Soares, centralizando o abastecimento da cidade. As barracas de madeira se enfileiravam nos 14.000 m2 do terreno descoberto, circundado pelas carroças que transportavam os produtos.
O Mercado, então Mercado Municipal de BH, com sua atividade intensa e movimento alegre, funcionou até 1964, quando o então prefeito Jorge Carone resolveu vender o terreno, alegando impossibilidade de administrar a feira.
Para impedir o fechamento do Mercado, os comerciantes do local se organizaram liderados pelo Dico, como era conhecido o Sr. Raimundo Pereira Lima, criaram cooperativa e compraram imóvel da Prefeitura. No entanto, uma dificuldade aparecia no caminho: teriam que construir um galpão coberto, na área total do terreno; em cinco anos. Se não conseguissem, teriam que devolver a área à Prefeitura. A tarefa não foi fácil. A cada dia novas dificuldades impediam o início da construção. A 15 dias do prazo dado pela prefeitura, ainda faltava o fechamento.
Foi então que os Irmãos Osvaldo, Vicente e Milton de Araújo, fundadores do Banco Mercantil do Brasil, decidiram, acreditar no empreendimento e investiram no projeto, financiando a construção, confiados no valor do Mercado para a cidade e na amizade do administrador do Mercado, Sr. Olímpio Marteleto. Foram contratadas quatro construtoras, cada uma responsável por uma lateral, para que o galpão pudesse ser fechado no prazo estabelecido. Ao fim de 15 dias, os 14.000 m2 de terreno estavam totalmente fechados... Os associados, com seu empreendedorismo e entusiasmo, viam seu esforço recompensado.
Decidiram-se, desde cedo, por um meio democrático de escolha de seu administrador, elegendo, a cada quatro anos, 31 conselheiros e escolhendo, entre eles, um diretor - presidente, um diretor financeiro e um diretor-secretário.
Assim, bem organizado e com participação ativa dos comerciantes, o Mercado, a cada dia, ampliava suas atividades, expandia seus negócios e se transformava em um núcleo não só de produtos alimentícios, mas também de artesanato e comida típica.
(Fonte: http://www.mercadocentral.com.br/)
Um comentário:
Adoro mercados e feiras, não importa onde for. Adoro ver as cores, os cheiros, a alegria e prosas dos feirantes. Qdo menina ia todos sábados a feira com meu pai e trago boas lembran§as dessa época.
Bjs
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