quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

2 anos de Suécia


No dia 7 de janeiro de 2007 eu cheguei na Suécia. Cheguei aqui feliz e esperançosa. Procurei colocar na minha mala só sentimentos bons. Eu gosto muito daqui. Nunca me arrependi. Não tenho uma vida perfeita e 100% feliz o tempo todo. Claro que não. É complicado, sofro muito nesse processo de adaptação. Mas minha luta é não me concentrar no que me puxa pra baixo, mas no que me leva pra frente, sempre em frente. Eu não tenho uma fórmula ou segredo para uma adaptação mais suave. Acredito que certas coisas bem básicas me ajudaram.
Por exemplo, antes de vir para cá, eu lia tudo o que encontrava sobre a Suécia e Escandinávia, descobri vários blogs de pessoas que moravam por esses lados há tempos (cuja maioria continuo lendo fielmente até hoje), e claro, conversava muito com o maridinho sobre o assunto. Não tenho dúvida de que isso tenha ajudado muito. Só o fato de saber pelo menos um pouco o que iria encontrar por aqui, de ter consciência do que teria que aguentar, de tentar me preparar para encarar tudo de bom e ruim que a Suécia tinha pra me oferecer me deixou um pouquinho mais forte. Me ajudou a não deixar as coisas ruins me cegarem, sem permitir que eu encontrasse as coisas boas, e também que eu não me arrependesse radicalmente logo de cara. Informação é sempre o primeiro passo e nunca é demais.
Outra coisa foi a consciência de que sem dominar a língua eu estaria sempre à deriva. Torna tudo mais difícil. Mais difícil de se encontrar trabalho, de fazer novos amigos, enfim, de fazer parte de um todo. Sempre soube que isso era essencial para que eu me sentisse bem aqui. Ainda tenho muito a melhorar. Mas só o fato de entender e conseguir me comunicar razoavelmente já me faz me sentir livre, cheia de planos e opções. Sabendo que a língua é de longe a minha maior luta aqui, o que vai me abrir portas em todos os setores da minha vida, tratei de me concentrar nela. É preciso traçar planos e prioridades ou a frustração de não estar saindo do lugar consome a gente.
Outro fator importantíssimo, é que eu só tomei a decisão de vir para cá tendo certeza absoluta do que queria. Mesmo não tendo idéia se meu relacionamento com o Erik daria certo ou a minha química com o lugar funcionaria. É impossível prever essas coisas. Mas eu sabia que o que eu mais queria naquele momento era tentar ser feliz no casamento e no novo pais. Sem essa certeza no peito, não acredito que eu teria vindo.

Um comentário:

Rebeca May disse...

Olá.
Descobri teu blog no blog de minha amiga Débora.
Estou lendo tudinho e amando!
Estou noiva de um americano e vou me mudar pros EUA.
Adorei tuas dicas.
Boa sorte sempre!