segunda-feira, 8 de junho de 2009

Saudade


A saudade está grande e a bateria está acabando. Ainda bem que falta pouco!!
Roubei esse texto do blog Samba de Gringo. Descobri esse blog esses dias e adorei o jeito da Milena escrever. Esse post é tudo que eu quero agora, com algumas variações, é claro!!

"Sinto o sabor do mamão no meu café da manhã, suco de maracujá. Posso morder um caju fresco e não há nada nesse mundo que possa comparar.  
Meus pés anseiam pela areia branca e fina, meus lábios pedem o salgado da água do mar. O sal que fica no corpo, a brisa que só é de lá. Abro a minha canga, já é hora de ficar e não pensar em nada. É hora de sentir o sol na pele.
Peço a Deus um barulhinho de panela de pressão no vizinho, cozinhando o feijão do dia. Páro um minuto querendo sentir o cheiro do alho e da cebola fritando. Um caldo de cana, uma água de côco.
Ouço os passarinhos, os bem-te-vis, que saudades dos bem-te-vis. Abro a janela e tem uma cidade inteira me esperando, de dia e de noite. 
Quase que escuto os peões na obra ouvindo um pagodinho, quase que escuto as crianças brincando e os cachorros latindo. E de longe, há sempre um rádio tocando um samba. Se der sorte, passará um trio na minha rua agora. E eu escuto o samba chegando.
Eu me entrego, canto, grito, danço. Saio atrás dele. E no meio do caminho, me rendo a um chopp gelado ou um café de verdade. O samba daqui não é o samba de lá.
O vento morno do verão, o ar entrando pelo meu vestido. A pele queimada de sol, os pés pedindo havaianas. As unhas feitas, o cabelo solto. Inspiro e expiro brasilidade.
Me pego dirigindo meu carro, do lado direito da rua. Escuto Ivete no rádio, assisto Faustão aos domingos. Tem  feijoada no quilo de quarta-feira. Mas hoje é dia de ir a feira e pedir pastel e guaraná. E hoje será de palmito.
E chego em casa pra assistir a novela, pra falar besteira em português, pra não pensar se terei mamão no café da manhã do dia seguinte.
É saudade, é apego, é conforto. É um pedaço de mim que ainda grita."

2 comentários:

Anônimo disse...

Aaah que fofa! Saudade não é fácil né! Só a gente sabe mesmo o quanto essas coisas que a gente não dá valor quando está no Brasil, fazem falta na nossa vida deste lado...
Que bom que a gente se "conheceu"!!
Beijos e volte sempre!
Milena

Unknown disse...

Nossa Lu, vc pode dizer tb que:
Minha terra tem palmeira onde canta o sabiá., as aves que aqui gorgeam não canta como lá....
Imagino como deve estar sentindo....este periodo que antecede é bem dificil.
Estaremos de abraços abertos para recebe-la com tudo que tem direito e muito carinho!!!
Beijos.