terça-feira, 29 de março de 2011

Sinais?

Muitas coisas boas aconteceram depois da passagem do meu único irmão Alexandre. Muitos sonhos e sinais que mostram para mim que ele está bem e feliz. Este não é um post religioso, mas quero deixar claro que eu sou Espirita (leia-se: o espiritismo como codificado pelo francês Allan Kardec). Respeito todas as crenças e religiões, inclusive convivo com diferentes tipos e espero que também seja respeitada. Procuro, na medida do possível, tratar os outros como gostaria de ser tratada. Digo na medida do possível, porque sou humana e como todos os humanos, eu erro muito.

Coisas boas aconteceram e coisas ruins também. Estou passando por outras provações em outros aspectos da minha vida.
Entreguei minha vida a Deus no dia que voltei para a Suécia. Meus pais foram comigo até São Paulo, onde peguei o vôo de volta. Fomos um dia antes para fazermos tudo com calma, afinal seria uma viagem dificil para mim e para eles também. Na manhã do meu embarque, ainda no hotel, rezamos. Como no "Culto no Lar" que eles fazem todas as semanas, meu pai abriu ao acaso o Evangelho segundo a Doutrina Espirita, leu em voz alta e depois fizemos os nossos comentários. Nesse instante senti mais uma vez a presença de Deus e confiante Nele entreguei-O a minha vida.

A viagem foi tranquila. Meu companheiro de vôo era um médico que estava indo para um Congresso Internacional sobre Trombose. Como de costume falei que iria fazer caminhadas durante o vôo (hábito que adquiri depois de uma trombose que tive em 2008). E ai começamos a conversar sobre trombose e ele disse que podia ficar tranquila que por falta de socorro não iria morrer...rsrsrs...
Ele foi um anjo. Além de me explicar algumas coisas sobre trombose, na metade do vôo contei para ele a história da passagem do meu irmão. Ele, como todas as outras pessoas, ficou chocado quando contei o que aconteceu. Ele me deu os sentimentos e continuamos a conversar. Foi tão boa a conversa que perguntei algumas dúvidas e mostrei uma cópia do atestado de óbito do Alexandre. E ele me explicou várias duvidas que eu tinha. Enfim, mais uma vez conclui que fora a vontade de Deus e o procedimento do hospital e dos médicos estavam certos. A hora dele tinha chegado, cedo demais para mim, mas na hora de Deus.

Logo nos primeiros dias aqui tudo foi muito confuso por causa dos meus outros desafios. Mas semana passada me deu vontade de ler alguma coisa. Fui até minha estante e logo de cara peguei o livro "A Cabana" de William P. Young. Peguei o livro e logo me lembrei que tinha sido um presente do meu ùnico irmão quando fui ao Brasil em 2009/10. Lembrei também que já tinha começado a ler, mas parei logo nas primeiras páginas. Naquele momento o livro não me pareceu interessante ou não era a hora certa para lê-lo. Comecei a ler com o objetivo de ir até a última página custasse o que custasse e pensei que ali poderia encontrar algum sinal.

Na verdade eu sabia muito pouco do livro, mas logo nas primeiras páginas, ao contrário da primeira vez, o livro "A Cabana" me pareceu muito interessante. O livro aborda a história de Mack Allen Phillips, um homem que vive sob o peso da experiência de ter sua filha Missy, de seis anos, raptada durante um acampamento de fim de semana. A menina nunca foi encontrada, mas sinais de que ela teria sido assassinada são achados em uma cabana perdida nas montanhas.
Vivendo desde então sob a "A Grande Tristeza", Mack, quatro anos depois do episódio, recebe um misterioso bilhete supostamente escrito por Deus, convidando-o para uma visita a essa mesma cabana. Ali, Mack terá um encontro inusitado com Deus.

Dificil explicar os sentimentos que o livro me despertou. Várias vezes parei de ler, chorei, ri, senti a presença de Deus. Um dos momentos mais marcantes foi quando li a seguinte frase:
" Por isso seu nome é Emanuel, Deus conosco, ou Deus com vocês, para ser mais exata"
Essa frase me tocou em especial por causa do nome do meu único irmão ser Emanuel nos contos da minha tia, como pode-se ver no post anterior. Muitas perguntas surgiram, porque: o livro ter sido dado por ele, não ter conseguido ler antes, de ter sido o primeiro livro que peguei depois da passagem dele, do nome dele ser Emanuel nos contos da minha tia, comecei agora com a publicação dos contos????....
Não sei o porque....mas tenho certeza que não foi uma mera coencidência.
Ao lê-lo, muitas áreas e paradigmas foram remexidos dentro de mim. Fui confrontada com as minhas dúvidas e limitações. Fui confortada por compreender como todos temos o nosso processo individual de crescimento com Deus, numa perspectiva de relacionamento.
A meu ver, perante uma sociedade pós-cristã mas espiritualista, apresentar Deus como alguém que se quer relacionar connosco - onde quer que estejamos no nosso relacionamento com Ele - e de um modo tão simples de ser apreendido pelas pessoas que vivem aqui e agora, é um desperdício não ser lido de coração aberto...

"Cada relacionamento entre duas pessoas é absolutamente único. Por isso você não pode amar duas pessoas da mesma maneira. Simplesmente não é possível. Você ama cada pessoa de modo diferente por ela ser quem ela é e pela especificidade do que ela recebe de você. E quanto mais vocês se conhecem, mais ricas são as cores desse relacionamento."

“Há ocasiões em que optamos por acreditar em algo que normalmente seria considerado absolutamente irracional. Isso não significa que seja mesmo irracional, mas certamente não é racional. Talvez exista a supra-racionalidade: a razão além das definições normais dos fatos ou da lógica baseada em dados. Algo que só faz sentido se você puder ver uma imagem maior da realidade. Talvez seja aí que a fé se encaixe.”

Um comentário:

Neuma disse...

São sinais sim, Luciana! Pelo menos eu acredito q sim. Não sou uma conhecedora profunda da doutrina espírita mas respeito muito e tenho minhas cren§as e meus questionamentos como todo ser humano, questionamentos q nem sei se existem respostas.
Tenha um final de semana iluminado em boas companhias.
Bjs