
Cristo Redentor:
O cartão postal carioca de 38 metros, teve sua pedra fundamental lançada em 1922 e a inauguração em 12 de outubro de 1931
O Cristo Redentor, símbolo da Cidade do Rio de Janeiro, foi eleito como uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo Moderno, em votação realizada pela internet e por mensagens de celular, organizada pela New 7 Wonders Foundation, da Suiça, entre 21 monumentos participantes de todo o planeta.
E a escolha foi merecida. Do alto de seus 38 metros - e dos 710 metros do Morro do Corcovado -, o Cristo é a imagem da fé e da simpatia do povo carioca e completa, em 2007, 76 anos. Desde o ano de 2000, quando recebeu nova iluminação, o monumento e seus acessos vêm passando por um processo de revitalização. O ponto alto foi a inauguração do acesso mecanizado em 2002, com elevadores panorâmicos e escadas rolantes. Assim, não será mais preciso enfrentar os 220 degraus que levam ao pé da estátua.
O Cristo Redentor conta agora com três elevadores panorâmicos, cada um com capacidade para 14 pessoas. O acesso se dá por uma área que atende tanto os visitantes que chegam de carro quanto os que desembarcam na plataforma de trem da Estrada de Ferro do Corcovado. Também foram construídas passarelas metálicas, sustentadas por outra estrutura, com aproximadamente quatro metros de largura e quatro escadas rolantes, com capacidade de tráfego para 9 mil pessoas por hora. O passeio já começa aí, pois a torre, de 31 metros de altura, vai descortinar a primeira vista da cidade. Para completar o acesso à estátua, quatro escadas rolantes foram instaladas.
E antes mesmo de chegar ao Cristo, os visitantes já podem conhecer um pouco da história do cartão-postal. A Estação do Cosme Velho, totalmente revitalizada, transformou-se em um ambiente de lazer e entretenimento moderno e confortável. Uma nova área de embarque foi construída, além de lojas de apoio turístico, sala VIP e auditório. O grande destaque é o Espaço Cultural, onde se perpetua toda a rica história da Estrada de Ferro e do Monumento ao Cristo.
Trem do Corcovado:
É impossível imaginar uma viagem ao Rio de Janeiro sem uma visita ao Cristo Redentor. Localizado no alto do Morro do Corcovado, o monumento é a imagem brasileira mais conhecida no mundo. Todos os anos mais de 600 mil pessoas são levadas ao Cristo Redentor pela centenária Estrada de Ferro do Corcovado, o passeio turístico mais antigo do país.
Além de se deslumbrar ao ver pelas janelas do trem as paisagens mais bonitas da Cidade Maravilhosa, o passageiro faz um passeio através da história do Brasil.
Inaugurado em 1884 pelo Imperador D. Pedro II, o Trem do Corcovado já levou Papas, Reis, Príncipes, Presidentes da República, artistas e cientistas.
É também um passeio ecológico. O trem atravessa a maior floresta urbana do mundo: o Parque Nacional da Tijuca, um pedaço da mata atlântica que é considerado um exemplo de preservação da natureza.
E quem viaja pela Estrada de Ferro do Corcovado ajuda a manter a floresta: o trem é elétrico e, por isso, não polui; além disso, parte da arrecadação da bilheteria é destinada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para conservação da mata.
Uma viagem por mais de um século de história:
A Estrada de Ferro do Corcovado foi a primeira ferrovia eletrificada do Brasil. Inaugurada em 1884, é mais antiga do que o próprio monumento do Cristo Redentor. Aliás, foi o trem que, durante quatro anos consecutivos, transportou as peças do Cristo.
A estação do trem do Corcovado é uma das construções mais antigas e bonitas do Cosme Velho e por isso é tombada pelo Patrimônio Histórico.
O primeiro passageiro ilustre a subir o Morro do Corcovado de trem foi Dom Pedro II -Imperador do Brasil -, que inaugurou a Estrada de Ferro em 9 de outubro de 1884. O trem, na época a vapor, foi considerado um milagre da engenharia por percorrer 3.824 metros de linha férrea, em terreno totalmente íngreme.
Hoje, para aumentar ainda mais a segurança da viagem, a estrada de ferro usa o sistema Riggenbach, onde uma terceira roda funciona como cremalheira movendo o trem.
Em 1910, os trens a vapor foram substituídos por máquinas elétricas e mais recentemente, em 1979, quando a Esfeco assumiu o controle da ferrovia, foram trazidos da suíça modelos mais modernos e seguros.
Depois de Dom Pedro II, muitos visitantes ilustres também viajaram no trem do Corcovado. Em 1934, o trem recebeu a visita do então secretário de Estado do Vaticano, Eugênio Pacelli. Cinco anos depois, Pacelli se tornou o Papa Pio XII.
O Pai da Aviação, Santos Dumont, também era um freqüentador assíduo do Trem do Corcovado. Segundo relatos dos antigos maquinistas, ele sempre subia ao alto com seu característico chapéu desabado, dava boas gorjetas e, de vez em quando, pedia para conduzir o trem. Os ex-presidentes Getúlio Vargas e Epitácio Pessoa também eram passageiros freqüentes.
Em 1980, foi a vez do Papa João Paulo II e, assim como ele, também realizaram o passeio o cientista Albert Einstein, o rei Alberto da Bélgica e a princesa Diana.
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