terça-feira, 30 de setembro de 2008

TUDO TEM SEU LUGAR



TUDO TEM SEU LUGAR

Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra. 
Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos. 
Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu. 
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde. 
Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu. 

Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas. 
Procure, sempre o fim de uma história, seja ela qual for. 
Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam. 
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca. 
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os. 
Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura. 
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão! 
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. 
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. 

Se achar que precisa voltar, volte! 
Se perceber que precisa seguir, siga! 
Se estiver tudo errado, comece novamente. 
Se estiver tudo certo, continue. 
Se sentir saudades, mate-a. 
Se perder um amor, não se perca! 
Se achá-lo, segure-o! 

[ Fernando Pessoa ] 

terça-feira, 23 de setembro de 2008

A vida continua...

...sem grandes novidades.
Aula todos os dias e muito estudo. 
Estou lendo três livros. Sempre tive mania de ler vários livros ao mesmo tempo. Agora não é porque quero, mas porque preciso. Dois em sueco e outro em português. Estou lendo "Hon hette Agnes" e "På god väg". Muito bom para expandir meu vocabulário; mas, as vezes, confesso, é um saco e tenho vontade de desistir. 
Sou teimosa, não desisto fácil das coisas. Essa teimosia pode até ser um problema, mas agora virou qualidade. Quando eu quero, não desisto fácil e luto até conseguir. Com o sueco não será diferente...se Deus quiser.

Além do estudo, estou ajudando um casal de amigos. Eles estão importando roupa de alpaca da Bolívia e eu estou fazendo a página para a internet. Nunca havia feito isso antes. Erik me ensinou algumas coisas e o resto estou tentando sozinha. Já fiz a apresentação da pagina e agora estou trabalhando com as milhares de fotos das roupas e acessórios. Estou diminuido de tamanho e fazendo algumas montagens. Para isso estou usando o GIMP e o Inkscape. Tem sido muito prazeiroso essa atividade.

Tenho encontrado com os amigos e treinado muito sueco. Estou, inclusive, ajudando minha amiga chilena com o sueco. Não que eu saiba mais que ela, mas tenho muita facilidade com a gramatica. Algumas aulas particulares também fazem parte do meu dia a dia. Engraçado...durante toda a minha vida estudantil eu dei aula particular para alguma colega de sala. Já dei aula particular de matematica, fisica, quimica e de direito processual civil. Minha mãe sempre fala que sou muito didatica. No fundo eu também acho isso, mas nunca me permitir pensar assim...ai...eu tenho a pessima mania de menosprezar tudo que faço, sou muito auto critica e dura comigo mesmo...mas acho qe isso é assunto para outro post, por enquanto vou ficando por aqui...


"Hon hette Agnes"
Elisabeth Lindfors 

1941 lämnar Agnes sitt föräldrahem och sin läroplats på damfriseringen i Luleå för att gifta sig med Knut. Knut som gör karriär i kooperationen. Agnes följer med, flyttar runt, föder barn, sköter markservicen, håller middagar, klär sig passande och inreder allt större hem. Men vem är hon själv, och vad är hon egentligen bra på?
"Hon hette Agnes" är berättelsen om ett liv, en livsskildring som symptomatiskt nog börjar med giftermålet. Med romanen skriver Elisabeth Lindfors en personskildring, men också en de svenska kvinnornas historia, hustrur och mödrar som växte upp med ett husmodersideal som under deras livstid skulle komma att både ifrågasättas och i det närmaste dö ut. Idealet att på heltid vara den som håller ställningarna, privatsfärens trygga vrå och klippa.
Det är bara det att Agnes inte är särskilt trygg.
Kvinnor är ofria genom sitt ekonomiska beroende av män, det uppmärksammade kvinnorörelsen några decennier efter Agnes bröllop. Och det ekonomiska beroendet finns där, men framför allt handlar det om det känslomässiga beroendet, om behovet av bekräftelse. Agnes är så vacklande och mörkret inombords så stort och hemskt. Hon är kvinnan bakom mannen, som aldrig riktigt känner att hon räcker till och som först sent i livet får en chans att göra det hon innerst inne längtar efter.
Till skillnad från exempelvis Elsie Johanssons Nancy, en generationskamrat, har Agnes inget läshuvud, inga stora artikulerade drömmar som ger henne kraft att övervinna varje hinder. Den klassresa hon gör går i kölvattnet på maken. Det betyder inte att det inte är en kamp, desto mer så som hon själv inte kan styra. Vare sig hon trivs eller vantrivs är det bara att packa ihop och fara vidare när nästa kliv på hans karriärstege kräver det.
Det är också en berättelse om Sverige, om folkhemmet i uppbyggnad och nedbrytning. Knut ägnar sitt yrkesliv åt kooperationen, folkrörelsen som växer fram, måste rationaliseras och som efter hans pension överlämnas till en adlig "företagsdoktor". Samhället glider honom ur händerna. (Är det en generationsupplevelse eller ett samhällsfenomen?)
"Hon hette Agnes" är en berättelse som med sin lågmäldhet verkar så enkel, men vid närmare skärskådning är enormt genomtänkt. Inte minst gäller det författarens användning av pågående form och retrospektiv. Det som händer Agnes är omedelbart. Samtidigt har berättaren en distans. Hon ser mönster, de socialhistoriska sammanhangen, utan att för den skull bli kall och kritisk.
Lindfors är en erfaren debutant med järnkoll på sin berättelse, befriad från sentimentalitet och besserwissermentalitet, men med stor ömhet. Det är inte synd om Agnes, det är bara så här det är.
Det här känns nästan mer som en person än en bok. Det är helt enkelt ett liv, på gott och ont. Födelse och död och vardag. Mörkret inombords, svartsjukan som griper tag, suger in, de skrämmande känslorna inför den nyfödda dottern – innan någon kommit på etiketten förlossningspsykos – den löjligt vacklande självkänslan som inför makens oförstående blick får henne att överge måleriet, och till slut den hemska och befriande demensen. Agnes är en historisk realitet, hon skulle kunna vara min mormor eller den lilla tanten på bussen. Hon är vem som helst, och samtidigt just precis sig själv.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

domingo, 14 de setembro de 2008

Söderköping

Quinta feira o Carl (tio do Erik) me ligou avisando e convidando para irmos em um feira medieval em Söderköping.
Ontem nós (eu, Erik, Vivian e David) fomos para Söderköping.
Muito legal!! Me senti na idade média!! Muita gente vestida com roupas típicas, inclusive moradores da cidade. Cada "projeto de gente" mais fofo que outro caracterizado como naquela época!!


Foi montado uma arena para a realização de um torneio (Tornerspel, Lord Severin Unicorn med stort riddarsällskap) entre cavalheiros e diversas provas foram realizadas, como por exemplo: acertar a maça do cavalo com um machado e pegar argola com a lança. Nós assistimos esse torneio. No final o cavalheiro mais aplaudido ficava com a princesa. Foi muito legal!!
Depois do torneio, fomos tomar um café. Eu comi um sanduiche de cogumelo muito gostoso. 
Como estava muito frio, acabamos desistindo. Fomos para a casa do Carl e da Irene e lá ficamos até as 20.00. O Carl cozinhou para nós e como sempre comida divina. Fez um salmão com molho de caviar. Conversamos bastante e em diversas línguas, português, sueco e inglês. Eu acho fantástico essa mistura de idioma.
Depois a Irene nos trouxe aqui em Norrköping e nós (eu e Erik) terminamos o dia assistindo um filme bem quentinhos aqui em casa!!








quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Origens diferentes...histórias diferentes

Como qualquer outra imigrante, convivo com as mais diferentes culturas e isso me encanta profundamente, além da curiosidade natural de uma quase antropóloga...rsrsrs (antes de Direito, fiz Ciências Sociais). 
As vezes, quando a aula está chata, fico olhando aqueles rostos e imaginando como foi o caminho de cada um até chegar aqui...sei que muitos encontraram guerra e perseguição durante a caminhada. 
Fico só imaginando, porque nunca pergunto nada, apenas escuto (muito interessada) quando falam alguma coisa. Não quero ser indelicada, afinal a possibilidade de terem histórias tristes é grande. 
No meu curso antigo, fiquei sabendo de coisas muito complicadas...o filho de uma que não pode ver pessoa fardada que começa a chorar, o pai de outro que ficou cego de um olho por causa de um estilhaço de bomba...
Uma vez falei aqui sobre uma colega de classe do Afeganistão que me despertava ainda mais interesse.
Hoje, na hora do intervalo do almoço, tivemos a companhia de uma colega da Rússia. A conversa começou ingênua. com perguntas do tipo: Em que cidade você morava? Qual cidade é mais bonita Moscou ou São Petersburgo? Qual sua obra predileta de Dostoiévski?
Assim a conversa transcorreu até um determinado momento, mas logo falamos de Lenin e Stalin e até a recente operação militar russa na Geórgia foi um pulo. 
Pronto...começamos a falar sobre politica e como os árabes são maioria no nosso grupo, lógico que discutimos a questão do oriente médio. Com nosso sueco módico, não falamos com muita profundidade. 
Quando eu falei que tinha muito interesse em conversar e saber mais sobre a realidade, na visão deles, algumas histórias de vida começaram a aparecer. Tudo muito discreto, afinal olhos marejados, lágrimas e lembranças tristes faz com que tenhamos redobrado cuidado.


segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Cozinha fácil

Semana passada comprei um kit para fazer torta de amora e framboesa. Fiz sábado, depois que voltei do almoço na casa da minha amiga chilena. É bem simples: duas partes, uma de massa e outra de fruta. Basta colocar a  parte de fruta por baixo, depois a massa e levar ao forno por 25 minutos. Muito fácil e gostosa!! Ideal para comer com sorvete de baunilha. Marido adorou e eu também.







Ontem marido foi na casa de um amigo, que é nosso vizinho também. Quando voltou trouxe esse vazinho de planta que o amigo mandou para mim. Achei tão fofo esse carinho. Simples e lindinho!!




domingo, 7 de setembro de 2008

Independência do Brasil

Denomina-se Independência do Brasil ao processo que culminou com a emancipação política do reino de Portugal, no início do século XIX. Oficialmente, a data adotada é 7 de setembro de 1822, quando ocorreu o episódio do chamado "Grito do Ipiranga". Segundo a história oficial, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe Regente D. Pedro, bradou perante a sua comitiva: "Independência ou Morte!". Nesse instante nascia o nosso amado BRASIL!!





Canção do exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Gonçalves Dias

Só quem já ficou muito tempo longe da patria entende realmente e se emociona com esse poema de Gonçalves Dias. Parece que a saudade hoje está maior!!!

sábado, 6 de setembro de 2008

Enquanto não chega a hora...

Estou aqui atoa, esperando a hora de ir almoçar na casa de uma amiga muito querida e enquanto isso fiz mais um scrap digital.
Em junho perdi tudo que tinha no meu mac, inclusive os meus kits para scrap, aos poucos estou fazendo um novo estoque. As vezes, fico brava, pois não encontro alguma coisa que gostava muito, mas paciência....

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Águas de Março

Hoje a Maria veio aqui em casa...rsrsrsrs... Fiz a limpeza completa, só ficou faltando lavar roupa. Aproveitei e me arrumei um pouquinho também: depilação, unha e cabelo. 

Estudar sueco tem sido muito agradável e eu que pensei que isso nuca fosse acontecer!
Estou lendo um livro em sueco e fazendo um resumo. Interessante... talvez porque gosto de fazer isso em português.

Os dias têm sido assim: estudo, um enorme vazio no peito e uma sensação de não pertencer a nada e nem a lugar nenhum. Estou com medinho, mas tenho fé em Deus que isso vai passar.

As injeções continuam (até Novembro, diga de passagem). Acho que não vou acostumar nunca. Todo dia é aquele sofrimento, pode até parecer drama e exagero meu, mas choro quase todos os dias de dor. Talvez até minha mãe e pai venham me aplicar algumas... rsrsrsrsrs... quem sabe?
Eu ia gostar muito, a dor seria aliviada com o carinho e amor deles. 

Outro dia minha cunhada disse que parece que eu não cortei o cordão umbilical. Será? Eu, particularmente, acho que cortei sim. Se não tivesse cortado, provavelmente não teria mudado de pais. Realmente, as vezes, pode parecer que não cortei, mas que mal há em sentir saudades, querer estar junto e querer os sábios conselhos daqueles que me amam mais que tudo e são meu porto seguro? Além de tudo, eles são meus melhores amigos! 

Hoje voltei da aula cantando "As Águas de Março". Aqui, no caso, são as águas de Agosto fechando o verão...



Águas De Março
(Tom Jobim)



É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol

É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira

É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão

É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma ponta é um ponto

É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada

É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

domingo, 31 de agosto de 2008

Jogos, fios e scrap

Eu ia estudar, mas minha casa virou território de menino e ficou impossível concentrar. Veio um amigo do maridinho jogar corrida e "World of Warcraft". Para ficar com uma sensação bem real eles gostam de jogar com o volume bem alto. Eu levo cada susto!!! Um joga no computador da sala e o outro em um dos computadores do escritório. 

Aqui em casa temos "somente" 8 computadores - dois MacBook, um MiniMac e mais cinco computadores normais. Não me perguntem por que tanto computador...nem eu consigo entender. Meu marido já tentou me explicar, mas todas as tentativas foram em vão. Para mim basta os dois MacBook, um para mim e o outro para o maridinho, e o MiniMac da sala. Paciência...esposa de marido que estuda IT e que ama mais que tudo o mundo cibernético dá nisso.

Fio tem para dá, vender e alugar. Eu costumo falar que se juntar todos eu chego no Brasil. Para tentar diminuir esse mundo de fio, no Dia dos Namorados dei de presente teclado e mouse sem fio para colocar na sala. Eu vou ficar feliz mesmo o dia que inventarem um jeito de não ter necessidade de fio algum, mas acho que isso ainda demora um pouco...rsrsrsrs.

Já que não podia estudar, fui mexer nas minhas coisas de scrap digital e fiz um bem fofinho para minha mãe...tentativa de matar as saudades...



quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Minigolf

Hoje tive aula somente na parte da manhã, depois do almoço fomos jogar Minigolf. Fomos caminhando todos juntos até o local. Quando chegamos lá nos dividimos em grupos de quatro ou cinco e jogamos. Foi um passeio bem agradavel para um dia de sol.
Falamos bastante sueco e nos conhecemos melhor. Eu gostei de quase todos. No geral, são pessoas legais.
No curso passado eu não me sentia bem e voltava para casa quase sempre chatiada, me sentia uma completa retardada. Agora não, é diferente. O curso é mais puxado e todas as pessoas que estão ali tem formação universitária. Todos estão ali porque querem continuar estudando e validar seus diplomas. 

Algumas fotos no caminho e do minigolf:

Surah (Iran), Sura e Dalia (Iraque) e Jacqueline (Chile)



No caminho, passando pelo parque



O cemitério aqui nem dá medo



Minigolf







quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Hej då Sommaren!!!


A temperatura começa, a cada dia que passa, ficar mais baixa. Já é possível ver algumas folhas amarela no chão.


Apesar de faltar quase um mês para terminar oficialmente , o verão começa ir embora e como qualquer outra partida vai deixar saudade. Mas a certeza do reencontro faz com que tenhamos força para suportar o longo inverno.
Algumas flores para começar a despedida.




terça-feira, 26 de agosto de 2008

Fitinha no dedo


Outro dia, quando fui ao médico cuidar da minha linda perninha com trombose, vi essa propaganda de uma instituição de apoio as pessoas que querem parar de fumar. Achei muito interessante. Essa propaganda me fez lembrar do costume de amarrar fitinha no dedo para não esquecer de determinada coisa. Eu era mais simples, apenas trocava um anel de dedo. 
Fitinha para lembrar ou esquecer de fumar e fitinha para inviabilizar o fumo...rsrsrsrsr....muito criativa.
Claro que eu e o maridinho pegamos dois cartões dessa instituição para darmos para a cunhada e cunhado. 


segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O CONVITE



"Não me importa saber como você ganha a vida.
Quero saber o que mais deseja e se ousa sonhar em
satisfazer seus anseios do seu coração.

Não me interessa saber sua idade.
Quero saber se você correria o risco de parecer tolo por amor,
pelo seu sonho, pela aventura de estar vivo.

Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com sua lua.
O que eu quero saber é se você já foi até o fundo de sua própria tristeza,
se as traições da vida o enriqueceram
ou se você se retraiu e se fechou, com medo de mais dor.
Quero saber se você consegue conviver com a dor,
a minha ou a sua, sem tentar escondê-la, disfarçá-la ou remediá-la.

Quero saber se você é capaz de conviver com a alegria,
a minha ou a sua, de dançar com total abandono
e deixar o êxtase penetrar até a ponta dos seus dedos,
sem nos advertir que sejamos cuidadosos, que sejamos realistas,
que nos lembremos das limitações da condição humana.

Não me interessa se a história que você me conta é verdadeira.
Quero saber se é capaz de desapontar o outro para se manter fiel a si mesmo.
Se é capaz de suportar uma acusação de traição e não trair sua própria alma,
ou ser infiel e, mesmo assim, ser digno de confiança.

Quero saber se você é capaz de enxergar a beleza no dia-a-dia,
ainda que ela não seja bonita,
e fazer dela a fonte da sua vida.

Quero saber se você consegue viver com o fracasso, o seu e o meu,
e ainda assim pôr-se de pé na beira do lago
e gritar para o reflexo prateado da lua cheia: "Sim!"

Não me interessa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem.
Quero saber se, após uma noite de tristeza e desespero,
exausto e ferido até os ossos, é capaz de fazer o que precisa ser feito
para alimentar seus filhos.

Não me interessa quem você conhece ou como chegou até aqui.
Quero saber se vai permanecer no centro do fogo comigo sem recuar.

Não me interessa onde, o que ou com quem estudou.
Quero saber o que o sustenta, no seu íntimo, quando tudo mais desmorona.

Quero saber se é capaz de ficar só consigo mesmo e se
nos momentos vazios realmente gosta da sua companhia."
by Oriah Mountain Dreamer


Foto: Eu e Erik comemorando um ano de casados em Madrid

sábado, 23 de agosto de 2008

Linköping

Hoje fomos a Linköping, cidade vizinha. Fomos eu, maridinho, cunhada e namorado da cunhada.
O tio do Erik mora lá e o primo de Gotemburgo estaria lá com a namorada. Assim, fomos passear um pouco e encontrar com um pedaço da família. Afinal, é sempre muito bom encontrar a família, mesmo que seja a do marido. 




Passeamos pelas ruas e eu aproveitei que lá tem algumas lojas que aqui não tem e fiz comprinha. Nada de mais, dois sabonetes da Lush. 

Visitamos a catedral. Sempre quis entrar nessa igreja, mas nunca tinha dado. Hoje deu.

Não só visitei a igreja, como também fiz três pedidos (Aprendi com minha mãe que quando entramos em uma igreja pela primeira vez temos direito de fazer três pedidos, não sei qual é o fundamento, mas sempre faço).


Almoçamos em um restaurante de comida vietnamita e tailandesa. Comidinha gostosa e papo melhor ainda. Adoro conversar assim, sem compromisso...acho que isso se deve as minhas raízes mineiras....rsrsrsrs

Agora a noite vamos na casa de um amigo comer Tacos...e ainda quero emagrecer....rsrsrsrs...só programas engordativos...rsrsrsr...mas fazer o que? Preciso socializar e treinar sueco.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Unhas e flores

Quase toda brasileira que mora fora do Brasil sente falta da semanal visitinha a manicure. Eu não sou diferente, também sinto falta e tento dar o meu jeito. 
Dessa vez que fui ao Brasil levei meus três alicates para amolar.
Ano passado tentei as unhas postiças, mas não deu certo, achei muito estranho. Hoje quando estava voltando da aula, dei uma passadinha no centro e acabei comprando um pacote de unhas postiças, de uma marca francesa. Resolvi arriscar e não é que deu certo. Não é nenhuma maravilha, mas disfarça bem. Dessa vez comprei um tamanho curto e lixei até ficar de uma tamanho que não tirasse a mobilidade das mãos. Acho que pode ser uma alternativa, ainda mais quando tem festinha como hoje.




Passei na floricultura e comprei flores para enfeitar a casinha. Eu amo flores!!!





quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Notícias


Hoje fui ao Migrationsverket (órgão sueco que cuida de imigração), afinal meu visto vence agora em setembro e preciso renová-lo. Espero que agora eles me dêem o permanente. Estava cheio, tive que ficar um tempinho na fila e nesse tempinho encontrei com dois ex-colegas de curso de sueco. 

A cidade que vivo tem + ou - 120.000 habitantes, até que não é muito pequena, se considerar a cidade dos meus pais que moram no Brasil em uma cidade de 18.000 habitantes. Mas sempre que saio encontro várias pessoas conhecidas e sempre puxam papo e conversam. Estou aqui há pouco tempo, não tenho um sueco perfeito e não sou muito socialvel. Mas noto uma vontade grande das pessoas em conversar, talvez pela maioria ser imigrante e sentir um pouco sozinho. Mas acho isso gostoso e me faz sentir ainda mais em casa aqui na terra do gelo.

Hoje também recebi o catalogo do Ikea, dei uma rápida foleada e, como sempre, cheio de coisas interessantes e soluções inteligentes.

Ontem antes de ir dormir dei uma olhada rápida nas noticias e vi uma em particular que me chamou a atenção, não sei por que. Era sobre um acidente  que havia matado 13 pessoas, cliquei para ter mais detalhes (quase nunca quero mais detalhes de noticias ruins, afinal sou muito sensível e acho que não preciso ficar sabendo ainda mais das mazelas do mundo). Ontem foi diferente, aquela noticia despertou interesse. Para a minha surpresa e tristeza, logo vi que era um acidente em Minas Gerais e mais para frente, quando vi o mapa, era em uma estrada perto de Bom Sucesso (aquela cidade que falei acima). Pois é, fiquei nervosa e com o coração na mão, nem acabei de ler a noticia e liguei lá em casa. Meu pai atendeu e me deu mais detalhes, foi um acidente com um caminhão que trazia de volta vários apanhadores de café de uma fazenda, gente simples. Fiquei triste, mesmo não conhecendo ninguém que estava no caminhão, conheço bem essa realidade. Meu pai também tem lavoura de café e em algumas colheitas para trás e no começo dessa utilizava esse sistema de levar os apanhadores de café da cidade. Eles saem cedo de casa, as vezes, familias inteiras, levam almoço, trabalham o dia todo na lavoura e voltam para suas casas a noitinha. Recebem por semanas e essa epoca é uma epoca muito esperada no ano, afinal ganham um pouquinho mais que o costume. Conheço histórias de familias que compraram tv, geladeira e até mesmo fogão com o dinheiro extra da colheita do café. Eu fico aqui imaginando a tristeza dessas familias que perderam entes queridos nesse acidente, pessoas que já são por demais sofridas e que agora vão precisar ter muita ajuda de Deus para vencer essa tristeza. 
Não tive uma boa noite de sono e acredito que a razão deve ter sido esse acidente. Tive um sono confuso e intranquilo. 
Espero que os culpados sejam punidos!!!

Ah...pelo que vi no  feedjit, hoje recebi a ilustre visita da minha mãezinha aqui no blog.
Mãe, sinta-se em casa e quando quiser faça um comentário, isso me alegraria muito!!!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

A Cama na Varanda

Trouxe vários livros do Brasil, dentre eles "A Cama na Varanda", de Regina Navarro Lins. Esse livro não é novidade para mim, já li a algum tempo atrás, não me lembro exatamente quando. O livro não era meu, era da minha tia, mas sempre tive vontade de comprá-lo, mas nunca lembrava. Agora comprei em uma edição de capa dura, revista e ampliada.
Comecei a reler semana passada e, como no passado, estou adorando. Vou ler aos poucos, sem pressa.

Adoro a parte que a autora relata que no período Neolítico os homens não tinham motivos para se sentir superiores ou exercer qualquer tipo de opressão sobre as mulheres, que continuavam ignorando sua participação na procriação e supunham que a vida pré-natal das crianças começava nas águas, nas pedras, nas árvores ou nas grutas, no coração da terra mãe, antes de ser introduzida por um sopro no ventre de sua mãe humana.

Não sou feminista, sou igualista, assim acredito que nenhum gênero pode exercer qualquer tipo de opressão sobre o outro. Não seria má idéia que voltássemos no período Neolítico no que diz respeito a ausência de motivos dos homens para se sentirem superiores e, assim, não exercerem qualquer tipo de opressão sobre as mulheres.



A Cama na Varanda
"Por que se vive tão insatisfeito afetiva e sexualmente? A busca desenfreada do amor romântico — há muito valorizado na cultura ocidental — e a incapacidade de se encontrar a parceria ideal geram sofrimento, culpa, sensação de fracasso.
Nem sempre foi assim. Em um trabalho revolucionário, Regina Navarro Lins faz um histórico dos relacionamentos sexuais, desde a valorização da mulher na Antigüidade, ao surgimento do patriarcado e às novas normas sociais, com o rompimento dos velhos costumes nos anos 60, até os dias de hoje.
"Percebendo as próprias singularidades e não tendo mais que se adaptar a modelos impostos de fora, abres-se um espaço onde novas formas de viver, assim como novas sensações, podem ser experimentadas", afirma a autora.
Regina, psicanalista e sexóloga, conjugando sua experiência em sala de aula e palestras com a prática clínica, mescla o levantamento histórico com exemplos, mostrando como a moral patriarcal, embutida no pensamento contemporâneo, gera conflitos relacionados a casamento, ciúme, fidelidade, separação, e as dificuldades sexuais como ausência de orgasmo, impotência e ejaculação precoce.
A cama na varanda é um sopro novo nas discussões sobre amor, sexo e casamento.
A cama na varanda, da Editora Rocco, está na 6ª edicão, tendo vendido mais de 25.000 exemplares. "

"Um dos maiores fenômenos editoriais dos anos 90, A Cama na Varanda discute de modo revolucionário a história sexual humana, da valorização da mulher na Antiguidade ao surgimento do patriarcalismo e às novas normas sociais. Conciliando sua experiência como palestrante e professora à prática da psicanálise, Regina Navarro Lins apresenta uma combinação de levantamento histórico e exemplos do dia-a-dia que se tornou referência nos estudos sobre o comportamento humano sexual e afetivo. Nesta nova edição, revista e ampliada, a autora traz à tona uma das principais dúvidas que permeiam os relacionamentos atuais: estabilidade ou liberdade? A partir dessa questão, novas formas de amar passam a ser consideradas, fazendo com que o amor romântico, cultivado há séculos pela sociedade, comece, aos poucos, a sair de cena."

sábado, 16 de agosto de 2008

Preguiça total!!!


Preguiça gostosa!! Fiz a prova de inglês ontem e depois relaxei. Fui para a piscina com uma amiga chilena e o irmão dela que está visitando a Suécia e relaxei. Nadei, fiz sauna e conversei muito. Papo gostoso, papo cabeça e até futilidade!!!

Teve um incidente que eu não gostei muito. Éramos um grupo de quatro amigas, uma desentendeu com a outra. Eu fui na piscina com uma e obviamente não convidei a outra. Mas encontrei com a outra lá, fiquei sem graça. Sei que é bobagem, mas eu fiquei constrangida, sem saber como lidar com a situação. 

Agora uma coisa eu sei, vou continuar amiga das duas e tenho minha consciência tranquila que não estou traindo ninguém. Eu tenho isso muito forte dentro de mim, mas tenho medo de alguma das duas pense que estou fazendo jogo duplo. Eu não sei onde eu arrumei essa mania de me preocupar tanto com o que os outros vão pensar de mim!!!

Hoje tem festa de aniversário do cunhado e a ordem é relaxar! Afinal segunda eu começo minha maratona diária, aula todos os dias de 08.10 até 15.30 e quarta até 17.00.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Decisão do STF


Acabei de ler isso no orkut de um amigo que é delegado da Policia Federal: "O STF decidiu = se bandido for algemado o policial responde disciplinar e criminalmente". 

Agora eu pergunto, que policial vai querer prender alguém? É bom a sociedade se acostumar com a violência e a corrupção. Cada povo tem os juízes que merece...

Nova explicação do meu amigo: "O STF resolveu que a polícia só pode algemar preso que tenha cometido crime com violência, ou seja, pobre. Colarinho branco e corrupção não pode porque não apresentam risco. Seria um atentado contra a dignidade do ser humano."

Mas roubar dinheiro público não atenta contra a sociedade? Por acaso criminoso tem dignidade?